
Este guia percorre o bairro dos palácios de Estugarda: a Schlossplatz, o Palácio Novo, o Castelo Velho, a Marktplatz e a fonte de Hans im Glück. Os cinco lugares ficam a poucos passos uns dos outros, no extremo sul da Königstraße, e juntos contam como uma vila de mercado medieval se tornou a residência dos condes, duques e reis de Württemberg, foi em grande parte destruída na Segunda Guerra Mundial e depois reconstruída à sua maneira.
Schlossplatz
A Schlossplatz é a maior praça do centro de Estugarda, traçada como terreiro em frente ao Palácio Novo. Durante cerca de um século desde o início das obras do palácio foi uma parada militar fechada aos habitantes. O palácio e os terrenos são propriedade pública desde 1918, e os relvados, caminhos e canteiros por onde passas hoje vêm de uma remodelação completa para a Exposição Federal de Jardinagem de 1977.
No centro ergue-se a Coluna do Jubileu, desenhada por Johann Michael Knapp para os 25 anos de reinado do rei Guilherme I. Para as festas de 1841 esteve aqui primeiro uma coluna festiva de madeira; a versão definitiva em granito e bronze seguiu-se entre 1841 e 1846 e chega a cerca de 32 metros com a base. No topo não está o rei, mas Concórdia, deusa da harmonia, colocada em 1863 e modelada por Ludwig von Hofer. A praça recebe concertos ao ar livre, festas infantis e parte do mercado de Natal com pista de gelo, e é uma das paragens da nossa caça ao tesouro.
- Os quatro altos-relevos da base da coluna, esculpidos por Theodor Wagner.
- As duas fontes de ferro de 1863 e o coreto de ferro de 1871, ambos desenhados por Christian Friedrich Leins.
- O Königsbau no lado oeste, uma longa colunata de 34 colunas construída para o rei Guilherme I como casa de concertos, bailes e comércio, concluída por volta de 1860 e hoje ocupada por lojas e cafés.
Neues Schloss
O Palácio Novo é uma residência barroca de três alas iniciada em 1746. O duque Carlos Eugénio, criado na corte da Prússia, pôs como condição para trazer a sua corte de volta a Estugarda um palácio digno de um soberano. Leopoldo Retti desenhou os planos e a primeira pedra foi lançada em setembro de 1746; após a morte de Retti em 1751, Philippe de La Guêpière assumiu a obra. A construção abrandou muito quando Carlos Eugénio mudou a residência para Ludwigsburg em 1764, e foi Nikolaus Friedrich von Thouret quem acabou o palácio em 1806, a tempo de uma visita de Napoleão.
Dois bombardeamentos em fevereiro e março de 1944 deixaram apenas as paredes exteriores queimadas. Em 1957 o parlamento de Baden-Württemberg decidiu, por uma maioria de um só voto, reconstruir o exterior, e as obras decorreram de 1958 a 1964. Hoje o palácio acolhe os ministérios regionais das Finanças e da Economia, e desde 2014 partes dele podem ser vistas em visitas guiadas públicas. O Neues Schloss é uma paragem da nossa caça ao tesouro.
- O pátio de honra, um pátio quadrado com lados de cerca de 90 metros, rodeado pelo corpo principal e por duas alas laterais e aberto para a Schlossplatz.
- A vista de toda a fachada a partir da Coluna do Jubileu, o melhor sítio para perceber como o palácio foi pensado virado para a praça.
Altes Schloss
O Castelo Velho é muito mais antigo do que o vizinho. As escavações datam o primeiro castelo do local do final do século XII ou início do XIII, e na primeira metade do século XIV tornou-se a sede principal dos condes de Württemberg. Uma lenda atribui ao duque Liudolfo a fundação de um castelo por volta de 950 junto a uma coudelaria, mas nenhuma prova arqueológica a confirma. A partir de 1553 os duques Cristóvão e Luís mandaram transformá-lo num palácio renascentista por Aberlin Tretsch, com Blasius Berwart a trabalhar sob as suas ordens. Continuou rodeado de fossos até estes serem aterrados no século XVIII.
Em dezembro de 1931 um incêndio destruiu grande parte do conjunto, incluindo a antiga ala de receção com as suas duas torres, e as bombas da Segunda Guerra Mundial causaram danos graves antes de esse restauro estar concluído. Paul Schmitthenner dirigiu a reconstrução, que durou até 1971. Hoje o castelo acolhe o Landesmuseum Württemberg, o museu regional de história e cultura, e o museu infantil Junges Schloss. Sob a igreja do castelo fica a cripta real, onde estão sepultados o rei Carlos I e a rainha Olga. O Altes Schloss é uma das paragens da nossa caça ao tesouro.
- O pátio com as suas galerias de arcadas abobadadas, iniciadas em 1557.
- A escada de cavaleiros de 1558, que levava aos pisos superiores da ala residencial e deve o nome à ideia de que se podia subir a cavalo.
- A estátua equestre do conde Eberhard, o Barbudo, de Ludwig von Hofer; Eberhard tornou-se em 1495 o primeiro duque de Württemberg.
Marktplatz
A Marktplatz era o centro cívico da cidade medieval: está registada como tal em 1290, e o mercado foi fundado em 1304. Em novembro de 1456 o duque Ulrico autorizou a cidade a construir uma câmara municipal na praça, e desde então todas as câmaras municipais ficaram aqui. Depois da Segunda Guerra Mundial quase nenhuma das casas antigas foi reconstruída, uma decisão já criticada nos anos 50. Os arquitetos dos novos edifícios mantiveram os antigos lotes e evocaram-nos com cores e divisões de fachada, e a ala da câmara virada para a praça foi substituída por um edifício novo entre 1953 e 1956.
Uma remodelação da praça começou em setembro de 2020 e terminou em agosto de 2024 com a reabertura da fonte do mercado, agora elevada. No fim do verão a praça recebe a aldeia do vinho de Estugarda, e durante todo o Advento é o centro do mercado de Natal, considerado um dos maiores da Europa. A Marktplatz é uma paragem da nossa caça ao tesouro.
- A fonte do mercado na sua forma de 1714, feita para o duque Eberhard Ludwig, cujas iniciais a decoram; esteve primeiro na Schillerplatz e só mais tarde chegou à Marktplatz.
- A sapataria Bletzinger, no número 14, a única casa histórica da praça restaurada depois de arder na guerra.
Fonte de Hans im Glück
A poucas vielas a sul da Marktplatz, na estreita Geißstraße, fica a fonte de Hans im Glück. O escultor Josef Zeitler fê-la para assinalar o fim da renovação desta parte da cidade velha, e foi inaugurada a 12 de maio de 1909. Ilustra o conto dos irmãos Grimm sobre João, o rapaz que troca uma pepita de ouro por um cavalo, o cavalo por uma vaca e assim por diante até ficar sem nada, e volta feliz para casa. Zeitler contava que se inspirou num jovem camponês do planalto de Filder que conheceu no matadouro.
A água corre normalmente de meados de maio a meados de setembro, por isso nos meses frios vês as figuras secas. A fonte é a última paragem da nossa caça ao tesouro.
- O porco dourado entre as pernas de Hans e os seis patinhos no pedestal em forma de sino, que servem de bicas.
- O gradeamento de ferro forjado com seis medalhões dourados com cenas do conto, e o baldaquino coroado por um trevo de quatro folhas dourado.
Como vê-los num só passeio
Começa na Schlossplatz, junto à Coluna do Jubileu, e olha para o Neues Schloss do outro lado do pátio de honra. Atravessa até ao Altes Schloss, entra no pátio de arcadas e procura a escada de cavaleiros e a estátua de Eberhard, o Barbudo. Sai em direção à Schillerplatz, passa pela Stiftskirche e segue até à Marktplatz e à sua fonte. Dali, umas vielas levam para sul até à Geißstraße e à fonte de Hans im Glück, onde este passeio acaba, tal como a nossa caça ao tesouro.
Descobre Estugarda com a World City Trail
A nossa caça ao tesouro em Estugarda transforma o centro num jogo no teu telemóvel. O percurso liga 10 paragens, da cervejaria ao ar livre do Schlossgarten à fonte de Hans im Glück. Os cinco lugares deste guia são paragens, e o percurso passa ainda pela Staatsgalerie, pela Schillerplatz, pela Stiftskirche e pelo monumento ao imperador Guilherme.
Se preferires outro formato, em Estugarda há também uma visita a pé autoguiada e um escape game ao ar livre.
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Factos verificados em outubro de 2026.
