
A Praça Talos (Plateia Talo) é uma pequena praça aberta no extremo norte da rua Theotokopoulou, na orla ocidental da cidade velha de Chania, perto do mar. Deve o nome a Talos, o gigante de bronze que, no mito grego, guardava Creta percorrendo a sua costa. A praça em si é simples, mas é um bom ponto de partida para o lado oeste, mais tranquilo, da cidade velha: o bairro de Topanas, o antigo baluarte veneziano e o passeio até ao porto.
A Praça Talos em resumo
- Onde: no fim da rua Theotokopoulou, do lado do mar, no bairro de Topanas, no canto noroeste da cidade velha, a poucos minutos a pé do porto veneziano.
- O nome: vem de Talos, o mítico guardião de bronze de Creta.
- O que é hoje: uma pequena praça aberta que muitos visitantes usam para entrar na cidade velha pelo oeste, longe da multidão da frente do porto.
- Tempo necessário: 5–10 minutos para a praça, 30 minutos ou mais se percorreres a rua Theotokopoulou e fores ver o baluarte.
O canto noroeste da Chania veneziana
Veneza governou Chania desde o século XIII até 1645 e refez as suas defesas no século XVI: a segunda muralha veneziana, começada em 1536 e concluída em 1568, cercava a cidade com baluartes nos cantos. O canto noroeste era guardado pelo baluarte de San Salvatore, também chamado baluarte Gritti, perto da fortaleza de Firkas, à entrada do porto. A Praça Talos fica perto deste canto, em Topanas, o bairro entre o porto e a muralha oeste.
Os otomanos tomaram Chania em 1645 e mantiveram-na até ao final do século XIX; Creta passou a fazer parte da Grécia em 1913. Topanas manteve o antigo traçado das ruas, e o seu nome costuma ser explicado pelo turco tophane, um depósito de canhões e pólvora. A rua que desemboca na praça tem o nome de Domenikos Theotokopoulos, mais conhecido como El Greco, o pintor nascido em Creta em 1541. Hoje as casas de pedra do bairro são habitações, alojamentos e pequenas lojas.
O que observar
- A rua Theotokopoulou: a rua estreita que vai da praça em direção ao porto, ladeada de velhas casas de pedra e portas em arco.
- A igreja de San Salvatore: uma antiga igreja veneziana da rua Theotokopoulou, hoje sede da Coleção Bizantina e Pós-Bizantina de Chania.
- O baluarte de San Salvatore: os restos das fortificações venezianas no canto noroeste da cidade velha.
- O mar: desta orla da cidade velha a vista abre-se para mar aberto, a oeste da entrada do porto.
Talos, o guardião de bronze de Creta
No mito grego, Talos era um gigante de bronze oferecido, conforme a versão, por Zeus a Europa ou por Hefesto ao rei Minos. Três vezes por dia dava a volta à costa de Creta e afastava os navios atirando-lhes rochas. A sua vida dependia de uma única veia, fechada com um prego de bronze. No relato dos Argonautas de Apolónio de Rodes, tentou impedir o Argo de chegar a Creta, até a feiticeira Medeia o enfeitiçar; arranhou o tornozelo numa rocha, o seu sangue divino escorreu e ele caiu. É um mito, mas antigo em Creta: as moedas da antiga cidade de Festo mostram Talos com asas.
Dicas para a tua visita
- Começa aqui e segue pela rua Theotokopoulou em direção ao porto, para chegares à animada frente marítima pelo seu extremo oeste, o mais calmo.
- No verão, vem cedo de manhã ou perto do pôr do sol; a meio do dia faz calor.
- Se vieres de carro, estaciona fora da cidade velha: as ruas dentro das muralhas são estreitas e em parte pedonais.
Perto daqui
- Porto veneziano e farol: a frente do porto com os antigos armazéns e o farol, reconstruído na forma atual na década de 1830 sobre uma base veneziana.
- Fortaleza de Firkas e Museu Marítimo de Creta: o forte na entrada oeste do porto, construído em 1620, onde em 1913 se içou a bandeira grega para assinalar a união de Creta à Grécia.
- Coleção Bizantina e Pós-Bizantina: ícones, mosaicos e arte sacra na antiga igreja de San Salvatore, a poucos passos da praça.
- Nea Chora: a praia da cidade, com tabernas de peixe, a um curto passeio para oeste ao longo da costa.
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Factos verificados em outubro de 2026.
