
A Max-Joseph-Platz é a grande praça diante do Teatro Nacional de Munique, sede da Ópera Estatal da Baviera, com a longa ala do Königsbau da Residenz no lado norte. Foi desenhada no início do século XIX por Leo von Klenze, que se inspirou em praças de Roma e Florença. Ao centro está sentado um bronze do rei Maximiliano I José, primeiro rei da Baviera, que justamente não queria ser representado sentado.
A Max-Joseph-Platz num relance
- Onde: no nordeste do centro histórico de Munique, mesmo a sul da Residenz e no início ocidental da Maximilianstraße.
- Criada: a partir de 1802, quando um convento franciscano foi demolido para dar lugar ao Teatro Nacional (inaugurado em 1818); o Königsbau seguiu-se em 1825–1842.
- Por: desenho da praça de Leo von Klenze; o teatro foi iniciado por Karl von Fischer; a estátua do rei é de Christian Daniel Rauch.
- O que é hoje: a praça mais solene de Munique, ponto de encontro do público da ópera e palco de eventos e instalações, remodelada em 2025 com relvados à volta do monumento.
- Tempo necessário: 15 a 20 minutos para a praça, muito mais se visitares a Residenz ou vires um espetáculo.
De convento a palco real
A praça deve a sua existência ao teatro. Em 1802 o convento franciscano que ali existia foi demolido e, em 1811, Karl von Fischer começou o Teatro Nacional, inspirado no Odéon de Paris, que abriu em 1818. No reinado de Luís I, Leo von Klenze deu à praça a forma definitiva: entre 1825 e 1842 construiu no lado norte o Königsbau da Residenz, inspirado nos palácios Pitti e Rucellai de Florença, e deu ao palácio rococó Toerring-Jettenbach, no lado sul, uma galeria florentina segundo o modelo do Ospedale degli Innocenti.
A Segunda Guerra Mundial deixou o teatro incendiado e os edifícios vizinhos muito danificados. O teatro foi reconstruído e um moderno Residenztheater substituiu o antigo Teatro Cuvilliés, cujo interior rococó tinha sido salvo e foi depois remontado noutro ponto da Residenz. Em 1963–1964 construiu-se um parque de estacionamento subterrâneo sob a praça, apagando os últimos vestígios do convento e do seu cemitério. Em 2025 a calçada irregular foi substituída por relvados e caminhos de gravilha que partem em estrela da estátua, segundo um plano de 1825.
O que observar
- O pórtico de colunas coríntias do Teatro Nacional, a imagem clássica da Ópera Estatal da Baviera.
- O Königsbau da Residenz, com a sua longa fachada inspirada nos palácios renascentistas florentinos.
- As arcadas do Palais Toerring-Jettenbach no lado sul, copiadas do Ospedale degli Innocenti de Brunelleschi em Florença.
- O monumento a Max José: o rei no trono, de Christian Daniel Rauch, sobre um pedestal desenhado por Klenze.
- O pátio renascentista com arcadas no número 13 da Residenzstraße, no lado oeste, construído por volta de 1560 e o mais bem conservado do género na velha Munique.
O rei que não quis sentar-se
Maximiliano I José tornou-se em 1806 o primeiro rei da Baviera. Ainda em vida planeou-se uma estátua sentada, mas o rei recusou ser imortalizado sentado, por isso o monumento só foi colocado em 1835, dez anos depois da sua morte. Hoje, afinal, está sentado no trono, no meio da praça com o seu nome, a poucos passos da Residenz onde viveu.
Dicas para a tua visita
- Vem ao início da noite antes de um espetáculo, quando o público da ópera se junta nos degraus do teatro e as fachadas se iluminam.
- Sobe os degraus do teatro para teres a melhor vista de conjunto da praça e do Königsbau.
- Depois segue para leste pela Maximilianstraße, o grande bulevar oitocentista de Munique com as suas lojas de luxo.
Perto daqui
- Residenz: o antigo palácio real dos Wittelsbach, com museu, tesouro e o Teatro Cuvilliés, com entrada pelo lado norte da praça.
- Marienplatz: a praça principal de Munique, com a Nova Câmara Municipal e o seu carrilhão, a poucos minutos a pé para sudoeste.
- Odeonsplatz e Feldherrnhalle: a grande praça e a loggia de Luís I, a pouca distância para norte pela Residenzstraße.
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Factos verificados em outubro de 2026.
