Castelo de Drachenburg perto de Bona: o dono nunca lá viveu

Schloss Drachenburg on the slope of the Drachenfels above the Rhine

O castelo de Drachenburg parece uma fortaleza medieval, mas é uma moradia privada construída em poucos anos na década de 1880 na encosta do Drachenfels, em Königswinter, na outra margem do Reno e um pouco a montante de Bona. Foi encomendado por Stephan von Sarter, um corretor da bolsa nascido em Bona que enriqueceu em Paris, e que nunca chegou a viver lá.

O castelo de Drachenburg em resumo

  • Onde: num patamar da encosta noroeste do Drachenfels, em Königswinter, cerca de 150 metros acima do Reno, junto à estação intermédia do comboio do Drachenfels.
  • Construído: de 1882 a 1884, numa mistura de neogótico e neorrenascimento.
  • Autores: os arquitetos de Düsseldorf Bernhard Tüshaus e Leo von Abbema, com Wilhelm Hoffmann, que acrescentou a sala de arte e a torre norte.
  • Hoje: um museu do modo de vida da alta burguesia do século XIX, gerido pela fundação da Renânia do Norte-Vestfália, com um parque paisagístico e, no antepátio, um museu sobre a história da proteção da natureza.
  • Tempo necessário: hora e meia a duas horas para as salas e o parque; meio dia se continuares até ao cimo do Drachenfels.

Da montra de um barão ao monumento salvo

Sarter vinha de uma família modesta de Bona, formou-se no banco Sal. Oppenheim e fez fortuna a especular na Bolsa de Paris. Em 1881 foi feito barão e quis uma residência à altura do título, à vista da sua cidade natal. Ficou em Paris, veio poucas vezes e morreu solteiro em 1902. O seu brasão com o lema «Wäge und wage!» (pondera e ousa) ainda se vê no castelo.

Depois da sua morte, o edifício teve muitas vidas: atração turística gerida pelo sobrinho, colégio interno católico, escola de elite nazi durante a Segunda Guerra Mundial e centro de formação dos caminhos de ferro até 1959. Depois ficou vazio e degradou-se; chegou a pensar-se em demoli-lo. O comerciante de têxteis Paul Spinat comprou-o em 1971 e abriu-o ao público. O estado da Renânia do Norte-Vestfália adquiriu-o em 1989 e, após mais de quinze anos de restauro, as salas reabriram em 2010 e o parque em 2011.

O que observar

  • A escadaria principal, com grandes pinturas históricas de imperadores e cenas renanas; só uma parte da série original sobreviveu.
  • A sala dos Nibelungos, decorada com cenas da saga dos Nibelungos, a lenda mais ligada ao Drachenfels.
  • A sala de arte, uma longa sala abobadada com uma cúpula octogonal reconstruída durante o restauro.
  • A torre norte, com cerca de 30 metros, que vista do Reno dá ao castelo a sua silhueta de conto de fadas.
  • O terraço de Vénus no parque, com os seus veados dourados e uma fonte dos leões, e a vista sobre o vale do Reno em direção a Bona.

Dragões, lendas e uma moradia de série

O Drachenfels, a «rocha do dragão», deve o nome a histórias antigas, e a tradição local aponta-o como o lugar onde Siegfried, herói da saga dos Nibelungos, matou o dragão. É lenda, não história, mas os decoradores de Sarter aproveitaram-na bem. Mais recentemente, o castelo surgiu na série alemã Babylon Berlin como casa do industrial Alfred Nyssen.

Dicas para a tua visita

  • Se puderes, vai numa manhã de semana: ao fim de semana o Drachenfels enche-se de gente.
  • Apanha o comboio do Drachenfels até à paragem intermédia, ou sobe a pé pelo íngreme Eselsweg a partir do centro de Königswinter e desce de comboio.
  • A melhor fotografia do castelo tira-se de baixo, no caminho que sobe de Königswinter, onde as torres se destacam na encosta.

Perto daqui

  • Cimo do Drachenfels: as ruínas de um castelo do século XII e uma vista ampla sobre o Reno e o Siebengebirge, uma subida curta mas íngreme acima do castelo.
  • Comboio do Drachenfels: um comboio de cremalheira inaugurado em 1883, a forma mais cómoda de subir.
  • Nibelungenhalle: uma sala em forma de templo construída em 1913 para o centenário do nascimento de Richard Wagner, com pinturas sobre o seu Anel, no caminho para o cimo.
  • Centro histórico e passeio ribeirinho de Königswinter: cafés e cais de barcos no sopé da colina.

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Factos verificados em outubro de 2026.

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