Budapeste junto ao Danúbio: a Cidadela, o Castelo de Buda e mais 4

Castelo de Buda em Budapeste

Este guia percorre seis lugares nas duas margens do Danúbio: a Cidadela no monte Gellért, a antiga igreja paroquial do Tabán dedicada a Santa Catarina de Alexandria, a estátua de Petőfi na margem de Peste, o Castelo de Buda, o Bastião dos Pescadores e a Ponte das Correntes Széchenyi. Juntos contam a história de Budapeste desde as guerras contra os otomanos até 1848, 1945 e 1956, e ligam-se num longo passeio com as melhores vistas sobre o rio.

A Cidadela no monte Gellért

A Cidadela é a fortaleza comprida e baixa no topo do monte Gellért. Foi construída depois da revolução húngara de 1848, por ordem do comandante austríaco Julius Jacob von Haynau, segundo projeto de Emmanuel Zitta e Ferenc Kasselik, e ficou concluída em 1854. Quem a construiu foram trabalhadores forçados húngaros. Os seus canhões apontavam para as duas metades da cidade, por isso para os húngaros era um sinal do controlo austríaco mais do que de defesa. As tropas austríacas saíram em 1897 e pouco depois a cidade ficou com o recinto.

Na ponta leste ergue-se a Estátua da Liberdade, uma mulher de bronze que segura no alto uma folha de palmeira, de Zsigmond Kisfaludi Strobl, colocada em 1947. Foi feita para homenagear os soldados soviéticos que expulsaram o exército alemão, e a inscrição agradecia aos heróis soviéticos libertadores. Depois de 1989 o texto mudou para homenagear todos os que deram a vida pela independência, liberdade e prosperidade da Hungria, as palavras em russo foram retiradas e duas das figuras soviéticas da base foram levadas para o Memento Park. Depois de anos de obras, a Cidadela reabriu em abril de 2026.

  • A vista das muralhas: o Danúbio, as pontes, o Parlamento e a colina do Castelo de uma só vez.
  • As duas figuras menores que ficaram na base da Estátua da Liberdade.

A igreja de Santa Catarina de Alexandria no Tabán

No sopé do monte Gellért, do lado de Buda da Ponte Isabel, fica a igreja barroca amarela do Tabán, dedicada a Santa Catarina de Alexandria. A paróquia foi fundada no século XVII por franciscanos vindos da Bósnia; a igreja foi reconstruída em estilo barroco entre 1728 e 1777 e restaurada várias vezes desde então. É uma das últimas memórias do antigo Tabán, um bairro apinhado de sérvios, gregos, alemães, croatas, eslovacos e ciganos que foi demolido nos anos 1930. As encostas vazias à volta da igreja são hoje um parque.

  • A fachada de duas torres e as encostas verdes atrás dela, onde antes ficavam as ruas do antigo bairro.

A estátua de Petőfi

Sándor Petőfi (1823–1849) é o poeta nacional da Hungria. A 15 de março de 1848 leu a sua Canção Nacional à multidão em Peste, e esse dia continua a ser o feriado nacional húngaro. Foi visto pela última vez na batalha de Segesvár, em julho de 1849, com 26 anos, e o seu corpo nunca foi encontrado. A sua estátua, maior do que o natural, de Miklós Izsó e Adolf Huszár, fica na praça Petőfi, perto da ponta de Peste da Ponte Isabel. A 23 de outubro de 1956, foi desta praça que partiu a manifestação de estudantes que deu início à revolução húngara.

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  • Todos os anos, por volta de 15 de março, a estátua é enfeitada com flores e fitas nas cores nacionais: vermelho, branco e verde.

O Castelo de Buda

O Castelo de Buda é o enorme palácio real que ocupa a ponta sul da colina do Castelo. O rei Béla IV construiu aqui a primeira residência real no século XIII, depois da invasão mongol, e as partes mais antigas do edifício atual remontam ao século XIV. O palácio barroco foi construído entre 1749 e 1769 segundo projeto de Jean Nicolas Jadot, alterado depois por Nicolò Pacassi e muito ampliado por volta de 1900.

No cerco de Budapeste, no inverno de 1944–45, o palácio ficou em ruínas. Foi reconstruído nos anos 1950 e 1960 com fachadas mais simples, e muitos interiores perderam-se. Hoje alberga a Galeria Nacional Húngara, o Museu de História de Budapeste e a Biblioteca Nacional Széchényi, e o programa estatal Hauszmann está a restaurar partes até 2030. O bairro do Castelo faz parte do Património Mundial da UNESCO de Budapeste. O Castelo de Buda é uma das paragens da nossa caça ao tesouro.

  • O Turul, ave mítica dos magiares de asas abertas, de Gyula Donáth (1905), no seu pilar sobre o Danúbio.
  • A Fonte de Matias, de Alajos Stróbl, no pátio oeste, que mostra o rei Matias como caçador; também é uma paragem do nosso percurso.

O Bastião dos Pescadores

As torres brancas e os terraços do Bastião dos Pescadores nunca serviram para a guerra. Foram desenhados por Frigyes Schulek, o arquiteto que restaurou também a vizinha igreja de Matias, e construídos em estilo neorromânico entre 1895 e 1902 como miradouro. As sete torres representam os sete chefes magiares que levaram as tribos para a bacia dos Cárpatos. O nome vem provavelmente da corporação de pescadores que defendia este troço da muralha medieval, ou da Cidade dos Pescadores, o antigo bairro no sopé da colina. O bastião é uma paragem da nossa caça ao tesouro.

  • A estátua equestre em bronze do rei Estêvão I, de Alajos Stróbl, inaugurada em 1906, entre o bastião e a igreja de Matias.
  • Os arcos do terraço superior, que enquadram o Parlamento na outra margem.

A Ponte das Correntes Széchenyi

A Ponte das Correntes foi a primeira ponte permanente sobre o Danúbio na Hungria. O conde István Széchenyi defendeu a sua construção, o engenheiro inglês William Tierney Clark desenhou-a e o engenheiro escocês Adam Clark dirigiu a obra. Foi inaugurada a 20 de novembro de 1849. A 18 de janeiro de 1945 o exército alemão em retirada fê-la explodir, deixando de pé apenas as torres, e reabriu em 1949. Depois de uma renovação entre 2021 e 2023 está fechada aos carros. A ponte é uma paragem da nossa caça ao tesouro.

  • Os quatro leões de pedra de János Marschalkó, colocados em 1852. Uma história popular diz que não têm língua; têm, só que não se vê de baixo.
  • A praça Clark Ádám do lado de Buda, com o nome do engenheiro e a estação inferior do funicular da colina do Castelo.

Como vê-los num só passeio

Começa do lado de Peste, na estátua de Petőfi, e atravessa a Ponte Isabel. Do lado de Buda visita a igreja do Tabán e sobe pelos caminhos do monte Gellért até à Cidadela e à Estátua da Liberdade. Desce de novo ao Tabán e caminha para norte ao longo do sopé da colina do Castelo, passando pelo Bazar do Jardim do Castelo, e sobe depois ao Castelo de Buda e à Fonte de Matias. Segue pelo alto da colina até à igreja de Matias e ao Bastião dos Pescadores, e termina a descer até à praça Clark Ádám e a atravessar a Ponte das Correntes de volta a Peste. As subidas são íngremes, por isso leva bom calçado; o funicular é uma forma fácil de subir ao castelo.

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Factos verificados em outubro de 2026.

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