
A Puerta del Sol é a movimentada praça em forma de meia-lua no centro de Madrid, onde se encontram muitas das ruas principais da cidade. Uma placa no chão marca o quilómetro zero, o ponto a partir do qual se medem as estradas nacionais radiais de Espanha. E todas as passagens de ano o país inteiro olha para o relógio do antigo edifício dos Correios e come uma uva por cada uma das doze badaladas da meia-noite.
A Puerta del Sol num relance
- Onde: no centro de Madrid, entre a Calle Mayor, a Calle de Alcalá, a Calle Preciados e a Calle Arenal, a poucos minutos da Plaza Mayor.
- Criada: como porta da muralha do século XV; a praça ganhou a forma semicircular atual numa remodelação entre 1857 e 1862.
- O que é hoje: uma praça pedonal e nó de transportes, sede do governo regional da Comunidade de Madrid na Real Casa de Correos.
- Tempo necessário: 15 a 20 minutos, mais se parares para um café ou passeares pelas ruas à volta.
De porta da cidade a centro de Espanha
O nome vem de uma das portas da muralha que rodeava Madrid no século XV. Estava virada a leste, para o nascer do sol, e era decorada com um sol. Durante séculos foi mais um cruzamento do que uma praça, e os degraus da igreja de San Felipe eram um dos lugares de mexericos mais famosos da cidade, onde se vinha saber as notícias trazidas pelos correios que chegavam ao edifício dos Correios. A Real Casa de Correos foi construída pelo arquiteto francês Jacques Marquet entre 1766 e 1768 e é o edifício mais antigo da praça.
A meio do século XIX, depois de os Correios passarem a Ministério do Interior, demoliram-se casas e conventos e a praça foi refeita entre 1857 e 1862 com fachadas uniformes em semicírculo. No tempo de Franco, o edifício albergou a polícia de segurança, em cujas celas se detinham e torturavam opositores do regime; hoje é a sede da Presidência da Comunidade de Madrid. Em 2011 a praça foi o centro do movimento de protesto 15-M, e em 2020 fechou à maior parte do trânsito.
O que observar
- A placa do quilómetro zero no chão em frente à Real Casa de Correos, ponto de partida das seis estradas nacionais radiais espanholas.
- A torre do relógio da Real Casa de Correos, cujas badaladas da meia-noite de 31 de dezembro são transmitidas em direto na televisão desde 1962.
- A estátua do Urso e do Medronheiro (el Oso y el Madroño), símbolo de Madrid, no lado leste da praça.
- A estátua equestre de Carlos III, o rei apelidado de «o melhor presidente da câmara de Madrid» pelas suas obras públicas.
- O letreiro luminoso da Tío Pepe no topo de um prédio da praça, marco de Madrid há décadas; e a estátua da Mariblanca perto da Calle Arenal.
As doze uvas
Na passagem de ano, milhares de pessoas juntam-se na praça e milhões assistem em casa quando o relógio dá a meia-noite. A cada badalada come-se uma uva: doze uvas para doze meses de sorte. O costume popularizou-se no início do século XX, e a transmissão televisiva a partir de Sol tornou-o um ritual nacional. Pouco antes das badaladas desce uma bola e soam quatro quartos; os madrilenos avisam os estreantes para não começarem a comer cedo demais. Mesmo em julho, estar debaixo do relógio dá ideia de como este lugar é central na vida espanhola.
Dicas para a tua visita
- Procura a placa do quilómetro zero mesmo em frente à porta principal da Real Casa de Correos; é fácil pisá-la sem dar por ela.
- Vem cedo de manhã para fotografar a fachada sem multidões.
- Cuidado com os bolsos: Sol é um dos sítios mais movimentados da cidade.
- Junta-lhe um passeio até à Plaza Mayor pela Calle Mayor ou pelas vielas atrás da praça.
Perto daqui
- Plaza Mayor: a praça com arcadas do século XVII, a poucos minutos a pé para sudoeste.
- Palácio Real: a enorme residência real, a cerca de um quarto de hora a pé para oeste pela Calle Arenal.
- Gran Vía: a grande avenida de edifícios do início do século XX, um pouco a norte pela Calle Montera.
- Museu do Prado: o grande museu de arte de Espanha, a uns vinte minutos a pé para leste pela Carrera de San Jerónimo.
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Factos verificados em outubro de 2026.
