Este guia percorre seis lugares do centro medieval de Copenhaga: a câmara municipal, o Museu Nacional da Dinamarca, a rua comercial Strøget, a Igreja de Nossa Senhora, a Torre Redonda e o velho porto de Nyhavn. Ficam numa só linha, da praça da Câmara até à água, por isso podes vê-los todos a pé num dia, com o Museu Nacional como sítio para passar umas horas debaixo de teto.
A câmara municipal de Copenhaga
O edifício de tijolo vermelho da câmara, no Rådhuspladsen, foi desenhado por Martin Nyrop, que venceu o concurso de arquitetura, e inaugurado a 12 de setembro de 1905. Nyrop inspirou-se no Palácio Público de Siena e juntou-lhe o estilo romântico nacional dinamarquês. A torre chega aos 105,6 metros, o que faz dele um dos edifícios mais altos desta cidade baixa.
Lá dentro continuam a funcionar a assembleia municipal e o presidente da câmara. O tesouro mais conhecido é o relógio universal de Jens Olsen, um relógio astronómico concebido por um serralheiro que se tornou relojoeiro. Olsen morreu dez anos antes de o relógio estar pronto; foi posto a funcionar em 1955 pelo rei Frederico IX e pela neta de Olsen. Os seus 12 mecanismos têm mais de 15 000 peças, e a engrenagem mais lenta dá uma volta a cada 25 753 anos.
- A estátua dourada do bispo Absalão, fundador de Copenhaga, logo acima da varanda da fachada principal.
- A vitrine com o relógio universal de Jens Olsen, numa sala própria dentro do edifício.
Museu Nacional da Dinamarca
O Museu Nacional é o maior museu de história cultural da Dinamarca, e o seu edifício principal é o Palácio do Príncipe (Prinsens Palæ), a pouca distância da câmara. A casa é de 1684, mas o arquiteto real Nicolai Eigtved reconstruiu-a em 1743–1744 para o príncipe herdeiro Frederico, o futuro Frederico V, e é um dos primeiros edifícios rococó de Copenhaga. O Museu Nacional abriu aqui em 1892.
As salas da pré-história são a razão da visita. Aqui vês o Carro Solar de Trundholm, um cavalo de bronze a puxar um disco dourado da Idade do Bronze nórdica; o caixão de carvalho da rapariga de Egtved; o caldeirão de prata de Gundestrup, do século I a.C.; e a mulher de Huldremose, um corpo conservado numa turfeira. Os chifres de ouro de Gallehus estão expostos em cópias: os originais foram roubados e fundidos em 1802. O museu não é uma paragem da nossa caça ao tesouro, mas fica perto do início.
- O Carro Solar de Trundholm, um dos objetos mais famosos alguma vez encontrados na Dinamarca.
- A colunata de granito da ilha de Bornholm ao longo da Stormgade e o pátio virado para o Frederiksholms Kanal.
Strøget
Strøget não é uma rua, mas uma sequência de ruas: de Frederiksberggade, na praça da Câmara, passando por Gammeltorv e Nytorv, Vimmelskaftet e Amagertorv, até Østergade e Kongens Nytorv. A 17 de novembro de 1962 a cidade fechou-a ao trânsito como experiência, e em 1964 a mudança tornou-se definitiva. Na altura era a rua pedonal mais longa do género, e continua a ser uma das ruas comerciais pedonais mais longas da Europa.
Strøget é uma das paragens da nossa caça ao tesouro e funciona como espinha dorsal deste passeio: quase todos os outros lugares deste guia ficam nela ou a poucos passos. No verão e ao fim de semana há muita gente; olha para cima, porque muitas lojas ocupam casas dos séculos XVIII e XIX.
- Gammeltorv e Nytorv, as duas praças antigas a meio caminho, e Amagertorv com o seu pavimento em desenhos de pedra colorida.
Igreja de Nossa Senhora
A Igreja de Nossa Senhora (Vor Frue Kirke) é a catedral luterana de Copenhaga, na Frue Plads, logo a norte de Strøget. O lugar teve pouca sorte: a igreja medieval ardeu no grande incêndio de 1728, e a que lhe sucedeu foi destruída em 1807, quando os canhões britânicos bombardearam a cidade e a torre pegou fogo. A igreja atual, um edifício neoclássico sóbrio do arquiteto C. F. Hansen, foi consagrada em 1829.
Por dentro parece mais uma galeria de escultura do que uma igreja. Bertel Thorvaldsen, o escultor dinamarquês mais famoso, fez as figuras de mármore branco de Cristo ressuscitado por cima do altar e dos doze apóstolos ao longo da nave, com São Paulo no lugar de Judas. Em 2004 a igreja recebeu o casamento do príncipe herdeiro Frederico com Mary Donaldson, hoje reis da Dinamarca. É uma das paragens da caça ao tesouro.
- O Cristo de Thorvaldsen, de braços abertos, no nicho por cima do altar.
- A pia batismal em forma de anjo ajoelhado a segurar uma concha de vieira, também de Thorvaldsen.
A Torre Redonda
A Torre Redonda (Rundetårn), na Købmagergade, foi construída para o rei Cristiano IV entre 1637 e 1642 como observatório astronómico. Faz parte do complexo da Trindade, com a Igreja da Trindade e uma sala que guardava a biblioteca da universidade. O projeto costuma ser atribuído a Hans van Steenwinckel, o Jovem, embora não haja prova segura.
Não há escadas até ao topo: uma rampa em espiral dá sete voltas e meia em torno do núcleo oco, para que cavalos e carruagens pudessem levar livros à biblioteca e instrumentos pesados ao observatório. Em 1716 o czar Pedro, o Grande, subiu-a a cavalo, e diz-se que a mulher, Catarina, o seguiu numa carruagem. A torre é uma das paragens da nossa caça ao tesouro, e da plataforma vês os telhados e as torres da cidade velha.
- O enigma dourado no alto da fachada, com letras hebraicas para o nome de Deus, datado de 1642.
- A sala da biblioteca por cima da igreja, hoje usada para exposições e concertos, por onde passas a caminho do topo.
Nyhavn
Nyhavn, o Porto Novo, é um canal que o rei Cristiano V mandou escavar entre 1670 e 1675, em parte por prisioneiros de guerra suecos, para levar os navios até à praça de Kongens Nytorv. Aqui os pescadores vendiam o peixe e os navios descarregavam mercadorias; à volta cresceram as filas de casas pintadas, e a mais antiga, o n.º 9, é de 1681. Hans Christian Andersen viveu no n.º 67 de 1845 a 1864 e mais tarde no n.º 18.
Hoje o lado norte está cheio de restaurantes e o canal é um porto para velhos barcos de madeira. A âncora memorial ao fundo, junto a Kongens Nytorv, homenageia mais de 1700 marinheiros e oficiais dinamarqueses mortos na Segunda Guerra Mundial; foi colocada em 1951, e todos os anos a 5 de maio, Dia da Libertação na Dinamarca, realiza-se ali uma cerimónia. Nyhavn e Nyhavnsbroen, a ponte na sua foz, são ambas paragens da nossa caça ao tesouro.
- A placa no n.º 67 que assinala a casa de Andersen, e o navio-farol Gedser Rev, de 1895, hoje navio-museu.
- Inderhavnsbroen, a ponte para bicicletas e peões de 2016 que liga Nyhavn a Christianshavn.
Como vê-los num só passeio
Começa na câmara municipal, no Rådhuspladsen, e vai ver o relógio universal. Atravessa até ao Museu Nacional, umas ruas a leste junto ao Frederiksholms Kanal, e reserva-lhe umas duas horas. Depois sobe até Strøget e segue-a para leste: em Nytorv vira à esquerda para a Igreja de Nossa Senhora na Frue Plads, continua até à Købmagergade para a Torre Redonda e volta a Strøget em Amagertorv. Strøget acaba em Kongens Nytorv, e Nyhavn abre-se logo atrás da âncora memorial. Termina com um passeio ao longo do canal e, se quiseres uma vista para trás, atravessa a Inderhavnsbroen.
Descobre Copenhaga com World City Trail
A nossa caça ao tesouro em Copenhaga transforma a cidade velha num jogo no teu telemóvel. O percurso liga 10 paragens, da câmara municipal à Igreja de Frederico, e a câmara, a Igreja de Nossa Senhora, a Torre Redonda, Strøget e Nyhavn são todas paragens, tal como o Palácio de Christiansborg, o Teatro Real (Skuespilhuset e Gamle Scene), Nyhavnsbroen, o Palácio de Amalienborg e a Igreja de Frederico. Em cada paragem resolves um enigma e descobres uma história, ao teu ritmo.
Em Copenhaga há também uma visita a pé autoguiada e um escape game ao ar livre, para quem prefere outro formato.
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Jogar o escape game ao ar livre em Copenhaga →
Factos verificados em outubro de 2026.
