O que ver em Heidelberg: a Haus zum Riesen, o Kornmarkt e mais 4

The Kornmarkt in Heidelberg

O centro histórico de Heidelberg estende-se ao longo de uma única rua comprida, a Hauptstraße, e este guia segue-a de oeste para leste: Bismarckplatz, a Casa do Gigante, o Kurpfälzisches Museum, a Universitätsplatz, o Kornmarkt e a Karlsplatz. Juntos contam a reconstrução barroca da cidade depois das guerras do final do século XVII, a sua universidade e as praças ao pé do castelo. Os seis são paragens da nossa caça ao tesouro.

Bismarckplatz

A Bismarckplatz, no extremo oeste do centro histórico, é onde chega a maioria dos visitantes: com o largo da estação central, é o principal nó de transportes públicos da cidade, servido por elétricos e autocarros vindos de todas as direções. A partir de 1392 este ponto marcava o limite ocidental das fortificações, quando os habitantes da aldeia de Bergheim foram mudados para um novo arrabalde aqui. A praça recebeu o nome a 3 de novembro de 1875, no 60.º aniversário de Otto von Bismarck.

O espaço verde ao lado, o Bismarckgarten, tem um passado curioso. De 1847 a 1874 foi uma doca escavada para o crescente tráfego fluvial no Neckar, mas a entrada era estreita demais, a água assoreou e ficou estagnada, e em 1874 a doca foi aterrada e transformada em parque. A Bismarckplatz é a primeira paragem da nossa caça ao tesouro.

  • O busto de Bismarck no Bismarckgarten, do escultor Adolf von Donndorf, que modelou o retrato em 1892.
  • A fonte-escultura de Matschinsky-Denninghoff de 1985 no lado sul, alcunhada Spaghettisäule (coluna de esparguete), em frente a uns antigos grandes armazéns que fecharam em 2024.

Haus zum Riesen (Casa do Gigante)

Um pouco mais à frente na Hauptstraße, no número 52, ergue-se a Casa do Gigante, um palácio urbano barroco construído em 1707–1708 para Eberhard Friedrich von Venningen, conselheiro privado e tenente-general. O seu arquiteto, Johann Adam Breunig, desenhou também o colégio dos jesuítas e a Universidade Velha. O príncipe-eleitor autorizou expressamente o dono da obra a usar blocos de pedra da Dicker Turm, a Torre Grossa do castelo de Heidelberg, que tinha sido dinamitada. O nome vem da estátua maior do que o natural de von Venningen no corpo central, à altura do segundo andar, obra de Heinrich Charrasky. A universidade usa o edifício desde meados do século XIX. É uma paragem da caça ao tesouro.

Kurpfälzisches Museum

Mais a leste na Hauptstraße, o Kurpfälzisches Museum, o museu do Palatinado eleitoral, ocupa outro palácio barroco de Breunig: o Palais Morass, construído em 1712 para o jurista Johann Philipp von Morass, que tinha sido reitor da universidade. O museu remonta ao final da década de 1870, quando a cidade comprou a coleção privada do artista e historiador de arte Charles de Graimberg, e mudou-se para o palácio em 1906. O museu é uma paragem da caça ao tesouro.

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  • O retábulo dos Doze Apóstolos de Tilman Riemenschneider, de 1509, uma das duas obras mais importantes da coleção de escultura.
  • Na secção de arqueologia, um molde da mandíbula inferior do Homo heidelbergensis, encontrada em Mauer, e achados romanos do baixo vale do Neckar.

Universitätsplatz

A Universitätsplatz fica entre a Universidade Velha, no lado norte, construída em 1712–1735, e a Universidade Nova dos anos 1930, no lado sul. Aqui existiu um convento agostinho, mencionado pela primeira vez em 1279, onde Martinho Lutero ficou em 1518 e defendeu as suas teses na Disputa de Heidelberg. O convento foi destruído em 1693 durante a Guerra dos Nove Anos e nunca foi reconstruído, e em 1753 o príncipe-eleitor Carlos Teodoro transformou o terreno numa praça de armas. A praça teve vários nomes; chama-se Universitätsplatz desde 1928, exceto entre 1937 e 1945. Em 1933 estudantes queimaram livros aqui a 17 de maio e a 16 de julho. A Universitätsplatz é uma paragem da caça ao tesouro.

  • A Fonte do Leão (Löwenbrunnen) em frente ao portal principal da Universidade Velha, encimada pelo leão do brasão do Palatinado; deverá datar do início da Idade Moderna e teve em tempos um papel importante no abastecimento de água da cidade.

Kornmarkt

Depois da Marktplatz, o Kornmarkt abre-se ao pé do castelo. A partir do século XIII ficava aqui o Hospital do Espírito Santo, até que em 1557 a câmara o mandou demolir para dar lugar a um mercado de leite e legumes, chamado primeiro Neuer Markt e depois Kornmarkt. Quando se construiu um parque de estacionamento subterrâneo em 1986, apareceram muros do hospital e parte do seu cemitério, usado do final do século XIII ao início do XV; foram registadas cerca de 270 de umas 800 sepulturas estimadas. O Burgweg, o caminho que sobe ao castelo, começa logo a sul da praça. O Kornmarkt é uma paragem da caça ao tesouro.

  • A Madona do Kornmarkt ao centro, uma coluna mariana feita por Peter van den Branden em 1718, com três taças de fonte.
  • O contorno da antiga capela do hospital, marcado no pavimento da praça.

Karlsplatz

Uns passos mais a leste fica a Karlsplatz, ao pé da encosta abaixo do castelo. Os franciscanos instalaram-se aqui a partir de 1320, quando o local ainda ficava fora da muralha. O seu convento foi demolido em 1803, e a praça foi traçada em 1805 e batizada em honra de Carlos Frederico de Baden. Na praça tem sede a Academia das Ciências de Heidelberg, e o Palais Boisserée ocupa o lugar do Sickinger Hof, destruído em 1689. A Karlsplatz é a última paragem da caça ao tesouro.

  • A Fonte de Sebastian Münster no centro da praça, de Michael Schoenholtz (1978), em homenagem ao cosmógrafo e humanista que trabalhou vários anos no convento franciscano no início do século XVI.

Como vê-los num só passeio

Começa na Bismarckplatz e caminha para leste pela Hauptstraße, pedonal desde 1978, passando pela Casa do Gigante e pelo Kurpfälzisches Museum até à Universitätsplatz. O percurso da caça ao tesouro continua para a Igreja dos Jesuítas e a Marktplatz, desce depois ao rio para a Ponte Velha e o macaco de bronze da ponte, e regressa ao Kornmarkt para terminar na Karlsplatz. Se te sobrar tempo, apanha o Burgweg a partir do Kornmarkt e sobe ao castelo.

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A nossa caça ao tesouro em Heidelberg transforma o centro histórico num jogo no teu telemóvel. O percurso liga 10 paragens, da Bismarckplatz à Karlsplatz, e os seis lugares deste guia estão todos entre elas, tal como a Igreja dos Jesuítas, a Marktplatz, o macaco da ponte e a Ponte Velha. Em cada paragem resolves um enigma e descobres uma história, ao teu ritmo.

Em Heidelberg há também uma visita a pé autoguiada e um escape game ao ar livre, para quem prefere outro formato.

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Factos verificados em outubro de 2026.

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