O que ver no Velho Quebeque: a Place Royale, a câmara e mais 2

Place Royale in Old Quebec

A velha cidade do Quebeque é a única cidade a norte do México que conservou as suas muralhas, e a sua história lê-se nos edifícios: primeiro francesa, depois britânica e por fim canadiana. Este guia segue quatro lugares da Cidade Alta até ao rio: a câmara municipal, a catedral anglicana da Santíssima Trindade, o parque Montmorency na beira da falésia e a Place Royale, onde a cidade nasceu em 1608. Juntos mostram como a cidade era governada, como os britânicos deixaram a sua marca e onde tudo começou.

A câmara municipal do Quebeque

A câmara municipal da Rue des Jardins foi inaugurada a 15 de setembro de 1896. O arquiteto, Georges-Émile Tanguay, misturou vários estilos: pormenores clássicos, toques medievais e os telhados inclinados e torreões do estilo Châteauesque, então em voga no Canadá. O lugar tem um longo passado: durante bem mais de um século esteve aqui o colégio dos jesuítas, que depois da conquista britânica passou a quartel e acabou demolido em 1878. Antes de 1896, o conselho reunia-se numa casa particular. O edifício é sítio histórico nacional do Canadá desde 1984 e é a primeira paragem da nossa caça ao tesouro.

  • A forma como o edifício acompanha a encosta, de modo que um lado fica mais alto do que o outro.
  • O pequeno jardim ao lado do edifício, um dos poucos espaços verdes dentro das muralhas da Cidade Alta.

A catedral da Santíssima Trindade

A poucos passos, mesmo ao lado da Place d’Armes, ergue-se uma igreja que parece ter vindo de Londres. A Cathedral of the Holy Trinity foi construída entre 1800 e 1804 e consagrada a 28 de agosto de 1804; foi a primeira catedral anglicana construída fora das ilhas Britânicas. Desenharam-na dois oficiais militares, William Robe e William Hall, em estilo palladiano, tendo como modelo St Martin-in-the-Fields, em Londres. O rei Jorge III pagou a obra e enviou uma Bíblia, livros de orações e um serviço de prata para a comunhão.

Ocupa o lugar de um convento dos recoletos, cuja capela era partilhada por católicos e anglicanos desde 1760. Quando o convento ardeu em 1796, os britânicos decidiram construir uma verdadeira sede para a nova diocese anglicana do Quebeque. O primeiro bispo, Jacob Mountain, está sepultado por baixo do coro.

  • O banco real na galeria superior, com o brasão real, reservado a membros da família real e aos seus representantes.
  • A prata oferecida por Jorge III, exposta numa nave lateral.
  • Os oito sinos fundidos na fundição Whitechapel, em Londres, e instalados em 1830, o mais antigo conjunto de sinos de toque inglês do Canadá. A crença de que os bancos de carvalho vieram da floresta de Windsor é um mito: a madeira é local.

O parque Montmorency

No alto da Côte de la Montagne, onde a rua desce para a Cidade Baixa, um pequeno parque debruça-se sobre a falésia, com canhões ao longo do muro e uma vista larga sobre o São Lourenço. A sua história é política. O bispo Saint-Vallier construiu aqui o seu palácio na década de 1690, e a partir de 1792 o edifício serviu de parlamento do Baixo Canadá. Edifícios posteriores no mesmo local acolheram os parlamentos do Baixo Canadá, da Província do Canadá e do Quebeque, até o último arder na década de 1880 e o terreno passar a parque.

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O parque tem o nome de Henri II de Montmorency, vice-rei da Nova França de 1619 a 1625, e é sítio histórico nacional desde 1949. É uma das paragens da nossa caça ao tesouro.

  • O monumento de Alfred Laliberté a Louis Hébert, Marie Rollet e Guillaume Couillard, a primeira família de agricultores da Nova França, com uma placa com os nomes dos primeiros colonos nas costas.
  • A estátua de George-Étienne Cartier, um dos pais da Confederação, e os canhões apontados ao rio e aos telhados da Cidade Baixa.

Place Royale

Junto ao rio, foi nesta pequena praça que Samuel de Champlain fundou o Quebeque em 1608, construindo a sua Habitation fortificada. Na década de 1620 tornou-se a primeira praça do mercado da cidade, e ganhou o nome de Place Royale em 1686, quando um busto de Luís XIV foi colocado ao centro; o busto que vês hoje foi instalado em 1931. No período britânico a praça perdeu muito do seu ar francês, e a partir de 1970 um grande projeto de restauro retirou acrescentos posteriores e trouxe de volta as casas de pedra da Nova França, com telhados inclinados e chaminés altas.

De um lado fica Notre-Dame-des-Victoires, uma igreja de pedra começada em 1688 no lugar das Habitations de Champlain; pedras da segunda Habitation ainda estão nas suas paredes. Deve o nome a duas vitórias francesas sobre frotas britânicas, em 1690 e 1711. Ironicamente, foi destruída durante o cerco britânico de 1759 e depois reconstruída. A Place Royale faz parte do bairro histórico do Velho Quebeque, património mundial da UNESCO desde 1985, e é uma das paragens da nossa caça ao tesouro.

  • O busto de Luís XIV no centro da praça.
  • A fachada sóbria e a pequena torre sineira de Notre-Dame-des-Victoires, uma das igrejas de pedra mais antigas do Canadá.
  • As casas de pedra à volta da praça, com paredes corta-fogo que se erguem acima dos telhados para travar incêndios, típicas das cidades da Nova França.

Como vê-los num só passeio

Começa na câmara municipal, na Rue des Jardins, e passa pela Place d’Armes até à catedral da Santíssima Trindade. Continua em direção ao rio até ao parque Montmorency, no alto da Côte de la Montagne, e aprecia a vista. Depois desce até à Cidade Baixa e à Place Royale, pela Côte de la Montagne ou pela escadaria Casse-Cou. Para voltar à Cidade Alta, apanha o funicular ao lado da escadaria ou sobe a pé. No inverno os degraus e as rampas podem estar gelados, por isso leva bom calçado.

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Na cidade do Quebeque há também uma visita a pé autoguiada e um escape game ao ar livre, para quem prefere outro formato.

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Factos verificados em outubro de 2026.

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