
A Pont de l’Alma é uma ponte rodoviária sobre o Sena, em Paris, um pouco a montante da Torre Eiffel. A sua figura mais famosa é o zuavo de pedra, uma estátua de soldado no pilar, que os parisienses usam há gerações para avaliar quanto o rio está a subir.
A Pont de l’Alma em resumo
- Onde: entre o quai Branly, na margem esquerda (7.º bairro), e a avenue de New-York e a place de l’Alma, na margem direita.
- Construção: a primeira ponte em 1854-1856, inaugurada por Napoleão III a 2 de abril de 1856; a ponte atual substituiu-a em 1970-1974.
- De: a estátua do zuavo é do escultor Georges Diébolt.
- Hoje: uma ponte rodoviária muito movimentada, com 153 metros de comprimento e 42 de largura, com vista para a Torre Eiffel e para os barcos que passam por baixo.
- Tempo necessário: 15 a 30 minutos, contando com uma espreitadela ao zuavo a partir do cais e à Chama da Liberdade na margem direita.
Uma ponte com nome de batalha
A ponte deve o nome à batalha do Alma de 1854, a primeira grande batalha da Guerra da Crimeia, ganha pelos aliados franceses, britânicos e otomanos contra a Rússia. As obras começaram nesse mesmo ano e Napoleão III inaugurou a ponte de arcos de pedra em abril de 1856. Cada lado dos seus dois pilares tinha a estátua de um soldado de um regimento que combatera na Crimeia: um zuavo e um granadeiro de Georges Diébolt, e um caçador e um artilheiro de Auguste Arnaud.
Nos anos 1960, a velha ponte era demasiado estreita para o trânsito, tinha afundado cerca de 80 centímetros e servia de barreira durante as cheias. Entre 1970 e 1974 foi substituída por uma ponte de aço com um só pilar. Só o zuavo ficou em Paris, agora no novo pilar; o granadeiro foi para Dijon, o caçador para o reduto de Gravelle, no Bois de Vincennes, e o artilheiro para La Fère.
O que observar
- O zuavo: o soldado de casaco curto, calças largas e chapéu parecido com um turbante, encostado ao único pilar da ponte. Repara até onde lhe chega a água.
- A vista da Torre Eiffel: do meio da ponte tens uma vista clássica da torre sobre o rio, sobretudo ao fim do dia.
- A Chama da Liberdade: na ponta da margem direita, uma cópia em tamanho real da chama da Estátua da Liberdade, oferecida em 1987 pelo International Herald Tribune como símbolo da amizade franco-americana.
- Place Diana: a pequena praça à volta da Chama, com o nome de Diana, princesa de Gales, que morreu em 1997 num acidente de carro no túnel mesmo ao lado da ponte. As pessoas continuam a deixar aqui flores e mensagens.
- O trânsito no rio: os barcos turísticos Bateaux-Mouches partem do cais da margem direita, mesmo ao lado da ponte.
O zuavo e as cheias
Há muito que os parisienses usam o zuavo como medidor oficioso das cheias. Quando a água lhe chega aos pés, os passeios junto ao rio costumam fechar; quando lhe chega às coxas, os barcos deixam de poder passar. Na grande cheia de janeiro de 1910, o Sena subiu-lhe até aos ombros. Oficialmente, o rio é medido na Pont d’Austerlitz, mas sempre que o Sena transborda, as fotos da imprensa mostram o zuavo.
Dicas para a tua visita
- Desce ao cais da margem esquerda para veres o zuavo ao nível da água; da faixa de rodagem da ponte só se vê a parte de cima.
- Vem ao pôr do sol ou depois de escurecer, quando a Torre Eiffel está iluminada e cintila durante alguns minutos a cada hora.
- A place Diana é um local de memória informal: sê respeitoso e deixa as flores e as mensagens como estão.
- Atravessa a ponte a pé em vez de parares na faixa de rodagem: o trânsito é intenso e os passeios são o sítio seguro para fotografias.
Perto daqui
- Torre Eiffel: a cerca de 10 a 15 minutos a pé, rio abaixo, pelo quai Branly.
- Musée du quai Branly – Jacques Chirac: o museu das artes de África, Ásia, Oceânia e Américas, com a sua parede vegetal, ao longo do cais da margem esquerda.
- Palais de Tokyo e Musée d’Art Moderne de Paris: dois museus de arte moderna e contemporânea no mesmo edifício, a poucos minutos subindo a avenue de New-York.
- Avenue Montaigne: a rua das grandes casas de moda, que começa na place de l’Alma.
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Factos verificados em outubro de 2026.
