
O bairro dos peixeiros, em francês a Poissonnerie, é o pequeno troço de cais ao longo do rio Lauch onde os pescadores de Colmar vendiam outrora o peixe. A fila de casas de enxaimel pintadas de cores vivas pertencia a membros da corporação dos pescadores, e hoje é um dos cantos mais fotografados da cidade velha, no extremo norte da Pequena Veneza.
O bairro dos peixeiros num relance
- Onde: Quai de la Poissonnerie e Rue de la Poissonnerie, junto ao Lauch, entre a Rue des Tanneurs e o mercado coberto.
- Construído: as casas são do final da Idade Média e do início da Idade Moderna; a maior parte da cidade velha atravessou intacta as guerras dos séculos XIX e XX.
- O que é hoje: uma fila de casas e cafés à beira da água, parte do centro histórico protegido e porta de entrada da Pequena Veneza.
- Tempo necessário: 15–30 minutos para um passeio calmo pelo cais e pelas pontes.
Peixe, corporações e barcos de fundo chato
Na Colmar medieval cada ofício vivia e trabalhava no seu bairro, e os braços do Lauch moldaram três deles: os talhantes, os curtidores e os peixeiros. Os pescadores vendiam aqui, no cais, o peixe apanhado nos rios e canais da cidade, e as casas coloridas viradas para a água pertenciam a membros da sua corporação, uma das poderosas corporações da cidade. Barcos de fundo chato percorriam o Lauch com peixe, peles e legumes das hortas da Krutenau, mais a sul.
Em 1865 a cidade construiu na margem oposta um mercado coberto de tijolo, arenito e ferro fundido, desenhado por Louis-Michel Boltz, para que os barcos descarregassem diretamente no pavilhão. O mercado foi restaurado e reabriu como mercado de alimentos em 2010. Como Colmar foi em grande parte poupada pelas guerras de 1870, 1914–1918 e 1939–1945, o bairro manteve o seu aspeto antigo, e a zona de canais mais a sul ficou depois conhecida como Pequena Veneza.
O que observar
- A fila de estreitas casas de enxaimel pintadas de cores fortes, cada uma com as suas vigas e floreiras.
- A pequena ponte sobre a Rue des Tanneurs que leva ao cais, um bom sítio para ver as casas refletidas na água.
- As altas casas dos curtidores na vizinha Rue des Tanneurs, com sótãos abertos onde antes secavam as peles.
- O mercado coberto do outro lado da água, com paredes de tijolo e estrutura de ferro fundido.
- Os barcos de fundo chato que ainda passam, lembrança de como as mercadorias circulavam pelo bairro.
Peixes numa fonte
O comércio do peixe deixou marcas para lá do cais. Na Place des Six-Montagnes-Noires, a poucos minutos para sul, a base de pedra da fonte Roesselmann de Bartholdi está decorada com peixes. A estátua homenageia um preboste de Colmar do século XIII, e vale o pequeno desvio.
Dicas para a tua visita
- Vem cedo de manhã para teres luz suave e cais vazios; a partir do fim da manhã as pontes enchem-se de gente a tirar fotografias.
- Para a vista clássica, põe-te na ponte da Rue des Tanneurs e olha ao longo da fila de casas.
- Junta o cais a um almoço ou petisco no mercado coberto, do outro lado da água.
- Respeita os moradores: as casas são habitações privadas, por isso deixa portas e degraus livres.
Perto daqui
- Pequena Veneza: o bairro dos canais que continua para sul ao longo do Lauch, com passeios de barco a partir da ponte Saint-Pierre.
- Mercado coberto: o pavilhão de 1865 do outro lado do canal, com bancas de produtos locais.
- Fonte Roesselmann: a estátua de Bartholdi do primeiro herói de Colmar, a poucos minutos a pé para sul.
- Koïfhus: a antiga alfândega de 1480 com o seu telhado de telhas vidradas, um pouco mais a norte.
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Factos verificados em outubro de 2026.
