
A Calea Victoriei, uma das grandes avenidas de Bucareste, sobe para norte a partir da cidade velha e passa pela maioria dos lugares que contam a história da cidade. Este guia segue-a por sete deles: o Museu Nacional de História da Roménia, a igreja de Stavropoleos, a livraria Cărturești Carusel, a Praça da Universidade, o Teatro Odeon, a Praça da Revolução e o Ateneu Romeno. Juntos cobrem quase três séculos, da igreja de um monge grego do século XVIII à praça onde o regime comunista caiu em 1989.
Museu Nacional de História da Roménia
O museu fica no número 12 da Calea Victoriei, no antigo Palácio dos Correios, um edifício eclético desenhado por Alexandru Săvulescu e aprovado em 1892; o seu modelo foi a estação central dos correios de Genebra. Uma parte do edifício ainda acolhe um museu filatélico. O museu de história abrange a história romena da pré-história à época moderna, mas o edifício está há muito em restauro e só parcialmente aberto, por isso a visita centra-se em três exposições permanentes: o Tesouro, a réplica da Coluna de Trajano e o Lapidário.
O Tesouro é o ponto alto: guarda as joias da Coroa romena e o tesouro de Pietroasele, um conjunto de objetos de ouro da Antiguidade tardia. O museu foi notícia internacional em janeiro de 2025, quando o capacete de ouro de Coțofenești foi roubado enquanto estava emprestado ao Museu de Drenthe, nos Países Baixos; segundo o museu, foi recuperado em abril de 2026.
- A réplica em gesso da Coluna de Trajano, cujos relevos contam a conquista romana da Dácia.
- O Lapidário, com 166 pedras esculpidas de toda a Roménia.
Igreja de Stavropoleos
A poucos passos do museu, numa rua estreita da cidade velha, ergue-se uma pequena igreja construída em 1724 pelo monge grego Ioannikios Stratonikeas, no reinado do príncipe Nicolau Mavrocordato. Foi construída dentro do recinto da sua estalagem, cujos rendimentos sustentavam o mosteiro; a estalagem e os anexos foram demolidos no fim do século XIX e só a igreja ficou. O nome vem do grego Stavropolis, a cidade da cruz. Hoje é um convento de freiras, e o seu coro bizantino, fundado em 1994, canta música litúrgica neobizantina.
- O alpendre, com colunas de pedra esculpidas e abóbadas pintadas, um belo exemplo do estilo brâncovenesc, a mistura romena de formas bizantinas e renascentistas.
- A biblioteca, num edifício desenhado pelo arquiteto Ion Mincu, com a maior coleção de livros de música bizantina da Roménia.
Cărturești Carusel
Na rua Lipscani, com o nome dos mercadores que traziam mercadorias de Leipzig, esta livraria ocupa um edifício construído no início do século XX para a família Chrissoveloni, banqueiros gregos que ali tinham o seu banco. Mais tarde foi um armazém, e no fim dos anos 1990 estava em ruínas. Em 2015 terminou uma reabilitação de cinco anos, e o edifício reabriu como livraria da cadeia Cărturești, com varandas brancas à volta de um grande espaço luminoso.
Praça da Universidade
A Praça da Universidade marca o limite nordeste da cidade velha. A Universidade de Bucareste ocupa o lugar da Academia Principesca, fundada em 1679, e a atual fachada neoclássica foi construída entre 1921 e 1943. Do outro lado do boulevard erguem-se o Teatro Nacional e a torre do hotel InterContinental, construído entre 1968 e 1970. Em 1990 a praça foi palco da Golaniada, um longo protesto estudantil pacífico contra os ex-comunistas no governo, que acabou em violência quando foram chamados os mineiros do vale do Jiu.
- Em frente à universidade, quatro estátuas de figuras da história e do ensino romenos: Ion Heliade Rădulescu, Miguel, o Valente, Gheorghe Lazăr e Spiru Haret.
Teatro Odeon
De volta à Calea Victoriei, o Teatro Odeon atua na sala Majestic, um edifício inaugurado em 1911 que antes acolhia o Teatro da Comédia. A companhia nasceu em 1946 como teatro operário dos caminhos de ferro, o Teatrul Muncitoresc CFR Giulești, mudou-se para este edifício em 1974 e adotou o nome Odeon em 1990, depois da revolução. É um dos palcos mais conhecidos da cidade, com uma sala grande de cerca de 300 lugares e um estúdio mais pequeno.
- A sala Majestic é um dos poucos teatros da Europa com um teto deslizante, que se pode abrir por cima do público.
Praça da Revolução
Até 1989 era a Praça do Palácio, por causa do palácio real. A 21 de dezembro de 1989, Nicolae Ceaușescu convocou aqui um grande comício que devia mostrar o apoio do povo; em vez disso, transformou-se na revolta popular que o derrubou. No dia seguinte fugiu com a mulher de helicóptero a partir do antigo edifício do Comité Central, na praça.
À volta da praça ficam o antigo Palácio Real, hoje Museu Nacional de Arte da Roménia, o hotel Athénée Palace, a Biblioteca Central Universitária e o Memorial do Renascimento. A estátua equestre do rei Carlos I, destruída em 1948, foi recriada e voltou a ser inaugurada em dezembro de 2010.
Ateneu Romeno
No lado norte da praça, o Ateneu com a sua cúpula é a principal sala de concertos de Bucareste. Foi desenhado pelo arquiteto francês Albert Galleron e inaugurado em 1888, embora as obras tenham continuado até 1897. Parte do dinheiro veio de uma subscrição pública que durou 28 anos, lembrada pelo seu lema: dá um leu para o Ateneu. Hoje é a sede da Filarmónica George Enescu, e em 2007 recebeu a Marca do Património Europeu.
- Na sala de concertos, o fresco de Costin Petrescu, com 75 metros de comprimento e 3 de altura, que dá a volta à sala e conta a história romena da conquista da Dácia por Trajano até à união de 1918.
- A ligação do edifício a essa união: a 29 de dezembro de 1919, uma assembleia reunida aqui votou a ratificação da união da Bessarábia, da Transilvânia e da Bucovina com o antigo reino.
Como vê-los num só passeio
Começa no Museu de História, na Calea Victoriei, e entra na cidade velha para ver Stavropoleos e, um pouco mais à frente na rua Lipscani, a Cărturești Carusel. Atravessa a passagem Macca-Vilacrosse para voltar à Calea Victoriei e caminha para leste até à Praça da Universidade. Regressa à Calea Victoriei e sobe para norte, passando pelo Teatro Odeon, até à Praça da Revolução, onde o Museu Nacional de Arte ocupa o antigo Palácio Real, e termina do outro lado da praça no Ateneu Romeno, de preferência com um concerto.
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A nossa caça ao tesouro em Bucareste transforma o centro num jogo no teu telemóvel. O percurso liga 10 paragens, do Museu Nacional de História da Roménia ao Ateneu Romeno, e os sete lugares deste guia são todos paragens, tal como a passagem Macca-Vilacrosse, o Museu Nacional de Arte e o Palácio Real. Em cada paragem resolves um enigma e descobres uma história, ao teu ritmo.
Em Bucareste há também uma visita a pé autoguiada e um escape game ao ar livre, para quem prefere outro formato.
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Factos verificados em outubro de 2026.
