
Este guia segue cinco lugares de Basileia desde a estação até à cidade velha: o monumento de Estrasburgo, a Offene Kirche Elisabethen, a catedral de Basileia, o Museu de História Natural e a igreja de São Pedro. Falam de fé, saber e memória, e os cinco ficam no mesmo caminho pela Grande Basileia, por isso podes vê-los pela ordem em que aparecem.
O monumento de Estrasburgo (Strassburger Denkmal)
No pequeno parque da Elisabethenanlage, junto à estação, está um grupo em bronze de Frédéric Auguste Bartholdi, o escultor da Estátua da Liberdade de Nova Iorque, feito em 1895. Agradece à Suíça a ajuda durante o cerco de Estrasburgo na guerra franco-prussiana: em setembro de 1870, uma delegação de Basileia, Berna e Zurique conseguiu autorização para retirar da cidade sitiada cerca de 1400 mulheres, crianças e idosos. O monumento foi pago por um doador francês, o barão Hervé de Gruyer. É a primeira paragem da nossa caça ao tesouro.
- As figuras: um génio alado conduz Alsatia, a figura da Alsácia em traje tradicional, com uma criança a chorar, até Helvetia, que lhe dá a mão e segura um escudo por cima delas.
- Os relevos da base, que mostram o salvamento e uma história mais antiga de amizade entre as cidades: a viagem de 1576, quando homens de Zurique levaram de barco até Estrasburgo uma panela de papas de milho-miúdo que, segundo o relato, ainda estava quente à chegada.
Offene Kirche Elisabethen
A Elisabethenkirche foi construída entre 1857 e 1864 segundo o projeto de Ferdinand Stadler e foi a primeira igreja nova erguida em Basileia desde a Reforma. Foi paga por Christoph Merian, um rico proprietário rural e um dos grandes benfeitores da cidade, e pela mulher, Margarethe Merian-Burckhardt. Merian morreu em 1858, pouco antes de ser lançada a primeira pedra, e o casal repousa em sarcófagos de mármore na cripta. A torre neogótica é mais alta do que as torres da catedral.
Desde uma renovação completa entre 1990 e 1994, a igreja funciona como «igreja aberta» (Offene Kirche), apoiada pelas Igrejas reformada, católica romana e católica cristã. É uma das paragens da nossa caça ao tesouro.
- O púlpito de pedra, cujo dossel é na verdade de madeira pintada para parecer pedra, uma poupança de que na altura se troçava como «gótico de carpinteiro».
- O órgão do construtor francês Joseph Merklin, feito ao mesmo tempo que a igreja.
A catedral de Basileia (Basler Münster)
A catedral, de arenito vermelho com um telhado de telhas vidradas coloridas, ergue-se na colina sobre o Reno, onde os bispos de Basileia tinham a sua sede. Aqui foi consagrada em 1019 uma catedral do imperador Henrique II, e a igreja continua ligada a Henrique e à mulher, Cunegunda. O edifício românico tardio ficou concluído por volta de 1225. O sismo de 1356 deitou abaixo cinco torres, o coro e várias abóbadas, e o mestre de obras Johannes Gmünd reconstruiu-a; a torre sul, a Martinsturm, ficou pronta a 23 de julho de 1500. A 9 de fevereiro de 1529 as imagens foram retiradas, a sede episcopal terminou e desde então a catedral é uma igreja reformada.
O humanista Erasmo de Roterdão morreu em Basileia em 1536 e foi sepultado na catedral; o seu epitáfio é um dos monumentos mais conhecidos da igreja. No claustro está a lápide do matemático Jakob Bernoulli, que pediu uma espiral logarítmica com o lema «Eadem mutata resurgo» (Mudada, renasço igual). O canteiro gravou em vez disso uma espiral de Arquimedes, uma curva bem diferente. A catedral é uma das paragens da nossa caça ao tesouro.
- Na fachada oeste, São Jorge a lutar contra o dragão numa torre e São Martinho a dividir a capa com um mendigo na outra, com as figuras dos fundadores Henrique II e Cunegunda na fachada.
- A Galluspforte, no lado norte, um portal românico do final do século XII com Cristo juiz e as virgens prudentes e loucas.
- Os pequenos elefantes de pedra no exterior do coro, do lado nascente.
- A Pfalz, o terraço por trás da catedral, antigo jardim do bispo, com uma vista larga sobre o Reno; em dias limpos veem-se a Floresta Negra e os Vosges.
O Museu de História Natural de Basileia
O Museu de História Natural de Basileia abriu em 1821 e desde 1849 está na Augustinergasse, a poucos passos da catedral, num grande edifício neoclássico de Melchior Berri, construído entre 1842 e 1849 para o museu e a universidade. As peças mais antigas vêm do Gabinete Amerbach, comprado pela cidade em 1661, e hoje as coleções reúnem mais de 11 milhões de objetos, sobretudo fósseis e invertebrados. As exposições permanentes tratam dos dinossauros, da evolução dos mamíferos, dos minerais e das aves e mamíferos da Suíça. O museu é uma das paragens da nossa caça ao tesouro. Deverá mudar-se para um edifício novo no bairro de St. Johann, com abertura prevista para cerca de 2028 ou 2029, por isso confirma onde está antes de ires.
- Os três frescos de Arnold Böcklin na escadaria principal.
- A múmia de Anna Catharina Bischoff, uma mulher de Basileia do século XVIII cuja identidade foi descoberta por investigadores.
A igreja de São Pedro (Peterskirche)
São Pedro fica no lado oeste da cidade velha, sobre o vale do Birsig. Provavelmente já existia aqui uma igreja no século IX, e o edifício atual ganhou forma depois da fundação de um cabido de cónegos entre 1230 e 1233; a torre começou a ser construída em 1270. Depois da fundação da Universidade de Basileia em 1460, os lugares dos cónegos passaram a ser cátedras, e a igreja ficou muito ligada à universidade. O sismo de 1356 danificou-a gravemente, e desde 1529 é uma igreja reformada. É uma das paragens da nossa caça ao tesouro.
A igreja é conhecida pelas pinturas murais dos séculos XIV a XVI, muitas delas caiadas depois da Reforma e descobertas mais tarde. A mais importante é um Sepultamento de Cristo do final do século XIV, considerado uma das melhores pinturas góticas do Alto Reno.
- A capela Eberler, com uma Anunciação pintada por volta de 1475.
- A lápide de Johann Froben, o impressor de Erasmo, e os epitáfios da família de matemáticos Bernoulli.
Como vê-los num só passeio
Começa no monumento de Estrasburgo, em frente à estação, e desce a Elisabethenstrasse até à Offene Kirche Elisabethen. Continua para a cidade velha e sobe à Münsterplatz para ver a catedral, o claustro e o terraço da Pfalz. O Museu de História Natural fica logo ao virar da esquina, na Augustinergasse. Daí desce à Marktplatz e sobe pelo outro lado do vale do Birsig até à igreja de São Pedro. É também a ordem em que estes lugares aparecem na nossa caça ao tesouro.
Descobre Basileia com o World City Trail
A nossa caça ao tesouro em Basileia transforma a cidade velha num jogo no teu telemóvel. O percurso liga 10 paragens, do monumento de Estrasburgo ao Reno, e os cinco lugares deste guia são paragens, tal como o Kunstmuseum, a câmara municipal, a Spalentor, a Mittlere Brücke e o próprio Reno. Em cada paragem resolves um enigma e ficas a conhecer uma história, ao teu ritmo.
Em Basileia há também uma visita a pé autoguiada e um escape game ao ar livre, para quem prefere outro formato.
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Factos verificados em outubro de 2026.
