Museus e igrejas de Lübeck: Holstentor, Buddenbrookhaus e mais

The Buddenbrookhaus in Lübeck

Este guia segue quatro lugares que contam a história de Lübeck, da porta da cidade ao romance que a tornou famosa: a Holstentor e o seu museu do comércio hanseático, a igreja de São Pedro com o seu miradouro, a Buddenbrookhaus da família Mann e o bairro dos museus de Santa Ana, num antigo convento. Os quatro são paragens da nossa caça ao tesouro, e podes ligá-los num só passeio pela ilha da cidade velha, de oeste para sudeste.

A Holstentor e o seu museu

A Holstentor é a porta de tijolo que guarda o lado oeste da cidade velha, e a imagem que quase toda a gente associa a Lübeck. Foi começada em 1464 sob o mestre de obras da cidade Hinrich Helmstede e terminada em 1478, como parte das fortificações exteriores. Assentava num solo mole e pantanoso, e as torres começaram a afundar e a inclinar-se quase logo depois de construídas; a inclinação ainda se nota hoje. Em 1863 os cidadãos votaram, por uma maioria de um único voto, manter a porta em vez de a demolir, e nos anos seguintes foi restaurada.

Desde 1950 a porta acolhe um museu. A exposição atual é sobre o poder do comércio na época hanseática, com maquetas de navios, armaduras e armas, e as mercadorias que enriqueceram os mercadores de Lübeck. A porta tornou-se também um símbolo nacional: aparecia na antiga nota de 50 marcos alemães e numa moeda alemã de dois euros emitida em 2006.

  • A inscrição latina do lado de fora, CONCORDIA DOMI FORIS PAX (concórdia dentro, paz fora), acrescentada em 1871.
  • As letras SPQL do lado da cidade, para o Senado e o povo de Lübeck, inspiradas no SPQR romano.
  • A inclinação das duas torres redondas, mais fácil de ver se te afastares um pouco, na ponte ou no relvado em frente. Atrás da porta, junto ao rio, ficam os antigos armazéns de sal em tijolo.

A igreja de São Pedro (Petrikirche)

São Pedro é uma das cinco igrejas antigas do centro, mencionada pela primeira vez em 1170. No século XIII construiu-se aqui uma igreja-salão românica, que no século XV cresceu até se tornar uma igreja gótica de tijolo com cinco naves, uma das pouquíssimas igrejas de cinco naves que existem. No Domingo de Ramos de 1942 um bombardeamento destruiu-a pelo fogo, com o telhado, a flecha e o recheio. A torre foi reconstruída em 1961 e, em 1987, o interior foi restaurado como um espaço branco e despojado.

Curiosamente, São Pedro não tem paróquia. É usada para exposições, concertos, eventos culturais e celebrações especiais, o que lhe dá um ambiente muito diferente das outras igrejas da cidade. Para a maioria dos visitantes, a razão principal é a torre: um miradouro a cerca de 50 metros de altura, a que se sobe de elevador, debruça-se sobre os telhados da ilha da cidade velha.

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  • A vista do miradouro: a Holstentor, os armazéns de sal, o rio Trave e as sete flechas das cinco igrejas principais da cidade velha.
  • O interior claro e vazio, com obras modernas como uma cruz de altar do artista austríaco Arnulf Rainer.

Buddenbrookhaus

A casa barroca branca do número 4 da Mengstraße, logo abaixo da igreja de Santa Maria, pertenceu aos avós de Thomas Mann. A fachada tem a data de 1758, quando um mercador a mandou reconstruir; o avô de Mann, Johann Siegmund Mann, comprou-a em 1842. Thomas Mann, nascido em Lübeck em 1875, fez dela o cenário do seu primeiro romance, Os Buddenbrook, publicado em 1901, a história da decadência de uma família de mercadores. O romance pesou muito no Prémio Nobel da Literatura que recebeu em 1929, e desde então a casa tem o nome da família do livro.

No bombardeamento de 1942 a casa ficou destruída, exceto a fachada e a cave abobadada, e foi reconstruída por trás da frente antiga. Desde 1993 é o Centro Heinrich e Thomas Mann, dedicado aos dois irmãos escritores. O museu fechou no fim de 2019 para uma grande obra de reconstrução e ampliação e não deverá reabrir antes de cerca de 2030; entretanto, a informação e a loja estão no Buddenbrooks am Markt, entre a Câmara Municipal e Santa Maria.

  • A fachada com a data 1758 por cima da porta: sobreviveu às bombas e é ela que os leitores de Mann reconhecem.
  • A própria Mengstraße, uma rua de casas de mercadores que desce de Santa Maria até ao rio e dá uma boa ideia do mundo que Mann descreveu.

O bairro dos museus de Santa Ana (Museumsquartier St. Annen)

No sossegado sudeste da cidade velha, o Museu de Santa Ana ocupa um antigo convento de freiras agostinhas construído entre 1502 e 1515 em estilo gótico de tijolo tardio. As freiras ficaram pouco tempo: as últimas saíram em 1532, depois da Reforma. A partir de 1610 os edifícios tornaram-se um asilo para pobres, e partes foram mais tarde usadas como prisão. A cidade transformou o conjunto num museu, que abriu em 1915.

A sua coleção de arte religiosa medieval é a maior do género na Alemanha, com muitos retábulos de abrir vindos das igrejas de Lübeck. O mais conhecido é o retábulo da Paixão de Hans Memling, datado de 1491, que a família Greverade ofereceu à catedral de Lübeck. No piso de cima, várias salas mostram como viviam as famílias de Lübeck da Idade Média ao século XIX. A Kunsthalle St. Annen, uma galeria de arte moderna construída no início dos anos 2000 à volta dos restos da igreja do convento, completa o bairro dos museus, que fica ao lado da sinagoga da cidade.

  • O retábulo da Paixão de Memling, com dezenas de pequenas cenas da Paixão de Cristo numa única paisagem panorâmica.
  • O claustro do convento e as paredes da igreja queimada, hoje parte da moderna Kunsthalle.

Como vê-los num só passeio

Começa na Holstentor, no limite oeste da cidade velha, e atravessa a ponte para a ilha. Sobe a colina até à igreja de São Pedro e apanha o elevador da torre para veres todo o percurso lá em baixo. Daí é um passeio curto para norte, passando pela praça do mercado, até Santa Maria e descendo a Mengstraße até à Buddenbrookhaus. Depois atravessa a cidade velha para sudeste, pela Königstraße ou pelas ruas laterais, e termina no bairro dos museus de Santa Ana, perto da Aegidienkirche.

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A nossa caça ao tesouro em Lübeck transforma a cidade velha num jogo no teu telemóvel. O percurso liga 10 paragens, do Burgtor à catedral de Lübeck, e o Museu Holstentor, a igreja de São Pedro, a Buddenbrookhaus e o bairro dos museus de Santa Ana são todos paragens, tal como a igreja de Santa Maria, a Câmara Municipal, o Theater Lübeck e o Hospital do Espírito Santo. Em cada paragem resolves um enigma e descobres algo sobre o lugar, ao teu ritmo.

Em Lübeck há também uma visita a pé autoguiada e um escape game ao ar livre, para quem prefere outro formato.

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Factos verificados em outubro de 2026.

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