
Copenhaga não tem um ponto zero, mas quatro. As distâncias rodoviárias até à capital mediam-se tradicionalmente até às suas antigas portas, e quando as portas desapareceram foram colocados no seu lugar marcos de pedra chamados nulpunktssten: na Praça da Câmara Municipal, em Østerport, em Nørreport e no fim da Torvegade, em Christianshavn. É fácil passar por eles sem reparar, mas guardam em silêncio a forma da cidade fortificada.
Os marcos do ponto zero em resumo
- Onde: quatro locais no centro de Copenhaga; os mais conhecidos ficam na Praça da Câmara Municipal (a antiga Vesterport) e em Oslo Plads, em frente à estação de Østerport.
- Criação: o marco de Østerport foi colocado em 1925, depois de as portas da cidade terem sido demolidas na década de 1850.
- Autor: o arquiteto P.V. Jensen-Klint, que também desenhou os marcos quilométricos das principais estradas dinamarquesas.
- O que é hoje: um conjunto de marcos de pedra discretos que lembram onde se erguiam as portas de Copenhaga.
- Tempo necessário: 5–10 minutos em cada marco; mais se explorares as praças à volta.
Das portas da cidade aos pontos zero
Até meados do século XIX, Copenhaga era uma cidade muralhada, e quem chegava por estrada entrava por uma das suas portas. Cada porta servia uma direção: Vesterport para o tráfego vindo de oeste e de sul, Østerport para as estradas do norte, Nørreport para a estrada de Frederikssund e Amagerport para a ilha de Amager. As distâncias contavam-se naturalmente até essas portas: um marco que dizia a que distância estava Copenhaga indicava, na verdade, a distância até à porta por onde se ia entrar.
As muralhas e as portas foram demolidas na década de 1850 e a cidade cresceu sobre a antiga zona defensiva, mas o hábito de medir manteve-se. Os pontos zero foram fixados nos antigos locais das portas e, na década de 1920, assinalados com marcos desenhados por P.V. Jensen-Klint, o arquiteto da Igreja de Grundtvig. Hoje, a Praça da Câmara Municipal, construída no local de Vesterport, é o ponto zero das estradas do sul e do oeste, como as de Korsør e Rødby, enquanto o marco de Østerport serve as estradas de Helsingør e Hillerød. O caminho de ferro segue outro sistema: as distâncias medem-se em geral a partir da Estação Central.
O que observar
- O marco do ponto zero na Praça da Câmara Municipal, um pequeno sinal fácil de passar despercebido entre fontes, estátuas e paragens de autocarro da principal praça da cidade.
- O marco de Oslo Plads, um simples pilar de pedra em frente à estação de Østerport, a partir do qual se medem as distâncias para as localidades do norte da Zelândia.
- A Fonte do Dragão, na Praça da Câmara Municipal, inaugurada em 1904, com um touro a lutar contra um dragão, obra de Thorvald Bindesbøll e Joakim Skovgaard.
- A coluna dos Tocadores de lur, com cerca de 20 metros, com dois músicos de bronze a tocar trompas da Idade do Bronze, feita por Siegfried Wagner entre 1911 e 1913.
- As raparigas do tempo douradas no edifício Richs, na esquina da praça: com bom tempo sai uma rapariga de bicicleta; quando chove, uma rapariga com guarda-chuva e um cão.
Uma cidade que se mede a si própria
A maioria das capitais tem um único quilómetro zero, como o medalhão em frente à Notre-Dame, em Paris. Os quatro marcos de Copenhaga lembram que se entrava na cidade por quatro portas, cada uma voltada para uma parte diferente do país. Na Praça da Câmara Municipal estás no sítio onde os viajantes vindos de oeste esperavam que lhes abrissem Vesterport.
Dicas para a tua visita
- Procura o marco da Praça da Câmara Municipal de manhã, antes de a praça se encher de autocarros, músicos de rua e grupos.
- Se quiseres ver dois marcos, caminha da Praça da Câmara Municipal pela Strøget até Nørreport e continua até Østerport: o percurso segue a linha das antigas muralhas.
- Antes de saíres, olha para as raparigas do tempo: dizem-te se deves esperar sol ou chuva.
- As praças onde estão os marcos são nós de trânsito movimentados, por isso fica no passeio para tirar fotografias.
Perto daqui
- Câmara Municipal de Copenhaga: o edifício de tijolo de Martin Nyrop, inaugurado em 1905 e inspirado no Palazzo Pubblico de Siena, na própria praça.
- Tivoli: o histórico parque de diversões, mesmo do outro lado do H.C. Andersens Boulevard.
- Strøget: a longa rua pedonal de comércio que começa na Praça da Câmara Municipal e vai até Kongens Nytorv.
- Ny Carlsberg Glyptotek: o museu de arte com um jardim de inverno cheio de palmeiras, a poucos minutos a sul da praça.
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Factos verificados em outubro de 2026.
