
Na orla oriental da cidade velha de Vilnius, a colina do castelo, um parque junto ao rio, duas igrejas góticas e um bairro de artistas ficam a poucos passos uns dos outros. Este guia apresenta cinco lugares nessa linha: o Museu Nacional da Lituânia no Novo Arsenal, a Torre de Gediminas na colina por cima, o Jardim dos Bernardinos, a Igreja de Santa Ana e o Anjo de Užupis. Os cinco são paragens da nossa caça ao tesouro de Vilnius, que guarda esta parte da cidade para a segunda metade.
Museu Nacional da Lituânia (Novo Arsenal)
A história do museu começa em 1855, quando o conde Eustachy Tyszkiewicz fundou em Vilnius um Museu de Antiguidades dedicado à história e à cultura do Grão-Ducado da Lituânia, assente sobretudo em coleções privadas. O Museu Nacional da Lituânia propriamente dito foi criado em 1952 e, em 1967, mudou-se para o Novo Arsenal, um edifício comprido no sopé da colina do castelo que faz parte do conjunto dos castelos de Vilnius.
Hoje o museu tem cinco departamentos principais, de história, arqueologia, etnografia, numismática e iconografia, com cerca de 800 000 objetos no total. O Novo Arsenal acolhe as principais exposições históricas, e o museu gere também o vizinho Arsenal Velho e a exposição dentro da Torre de Gediminas, por isso uma visita leva naturalmente colina acima. O Novo Arsenal é uma paragem da nossa caça ao tesouro.
- A estátua do rei Mindaugas, o único rei coroado da Lituânia, em frente ao museu.
- O vizinho Arsenal Velho, no conjunto dos castelos, outro polo do mesmo museu.
Torre de Gediminas
A colina por cima do museu sobe a pique a partir da margem do rio, e no seu topo plano ficava o Castelo Superior. O grão-duque Gediminas, que reinou no início do século XIV, construiu aqui as primeiras fortificações de madeira; o grão-duque Vytautas concluiu um castelo de tijolo em 1409. Restam a torre de tijolo de três pisos, reconstruída em 1933 pelo arquiteto polaco Jan Borowski, e alguns troços de muralha.
A torre é um dos símbolos mais fortes do Estado lituano. A 7 de outubro de 1988, durante o movimento que levou à independência, a bandeira nacional voltou a ser hasteada aqui, e desde então lá continua. Lá dentro há um pequeno museu com achados da colina, maquetas dos castelos de Vilnius dos séculos XIV a XVII e armas antigas, e a plataforma no topo tem vista sobre a cidade velha. Podes subir a pé ou de elevador. As encostas da colina sofreram uma série de deslizamentos de terras no século XXI e foram estabilizadas entre 2017 e 2022; confirma que caminhos estão abertos antes de ir.
- A vista do topo: a catedral e o reconstruído Palácio dos Grão-Duques a teus pés, e os telhados vermelhos da cidade velha a estender-se para sul.
- A bandeira no telhado da torre.
Jardim dos Bernardinos
Entre a colina do castelo e o mosteiro dos Bernardinos, na margem esquerda do rio Vilnia, fica o Jardim dos Bernardinos, um parque com mais de nove hectares. O nome vem dos frades bernardinos, franciscanos que o rei Casimiro IV chamou a Vilnius em 1469. As autoridades russas fecharam o jardim em 1864; cerca de vinte anos depois os habitantes recuperaram-no e foi redesenhado. Destruído na Segunda Guerra Mundial, foi reconstruído na época soviética como Jardim da Juventude, e a forma atual vem de uma reconstrução concluída em 2013.
O desenho recupera o passado do mosteiro. Uma parte é uma exposição botânica com as plantas ordenadas por grupos à volta de um pequeno tanque de plantas aquáticas; outra recria uma horta monástica com ervas medicinais, legumes e plantas para chá, uma pequena fonte e uma pérgola coberta de trepadeiras. O Jardim dos Bernardinos é uma paragem da nossa caça ao tesouro.
- A fonte principal, que na estação quente oferece à noite um espetáculo de luz e música.
- O tabuleiro de xadrez gigante e as mesas de xadrez e damas.
- A margem do Vilnia, com as torres da igreja dos Bernardinos a espreitar por trás das árvores.
Igreja de Santa Ana
Santa Ana é uma pequena igreja que parece quase uma renda de tijolo. Foi construída entre 1495 e 1500 por iniciativa de Alexandre Jagelão, com 33 tipos diferentes de tijolo, e pintada de vermelho. Não se sabe ao certo quem a desenhou: foi atribuída a Michael Enkinger ou a Benedikt Rejt, mas nenhuma fonte escrita o confirma. Uma lenda famosa conta que Napoleão, de passagem por Vilnius em 1812, quis levar a igreja para Paris na palma da mão. Santa Ana é uma paragem da nossa caça ao tesouro.
- A fachada, onde tijolos de formas diferentes desenham pilares finos, arcos quebrados e painéis que parecem janelas.
- A igreja gótica de São Francisco e São Bernardino, muito maior, mesmo por trás, parte do mesmo conjunto, e o campanário neogótico da década de 1870 ao lado.
O Anjo de Užupis
Do outro lado do Vilnia, em frente a Santa Ana, fica Užupis, cujo nome quer dizer «do outro lado do rio». As primeiras pontes sobre o rio foram construídas no século XVI, quando a maioria dos habitantes era judia. No final dos anos 90, os artistas que se tinham instalado no bairro degradado declararam-no república, num 1 de abril, com constituição própria e até ministros. A constituição, com os seus 38 artigos e três lemas, está afixada num muro da rua Paupio em 23 línguas; lê alguns, são curtos e muitas vezes divertidos.
- O anjo de bronze a tocar trompete sobre uma coluna na praça principal, do escultor Romas Vilčiauskas, inaugurado a 1 de abril de 2002; substituiu uma escultura provisória em forma de ovo. O anjo é a última paragem da nossa caça ao tesouro.
- As pontes sobre o Vilnia, por onde se passa da cidade velha para a república autoproclamada.
Como vê-los num só passeio
Começa no Novo Arsenal, no sopé da colina do castelo, e visita o Museu Nacional. Sobe a colina a pé, ou de elevador, até à Torre de Gediminas para ver a vista, e depois desce pelo lado do rio para o Jardim dos Bernardinos. Sai do jardim pelo lado do mosteiro e estás em frente a Santa Ana e à igreja dos Bernardinos. Daí atravessa a ponte sobre o Vilnia para Užupis, sobe até ao Anjo e termina com a constituição da rua Paupio.
Descobre Vilnius com a World City Trail
A nossa caça ao tesouro de Vilnius transforma a cidade velha num jogo que jogas no telemóvel. O percurso liga 10 paragens, da Porta da Aurora ao Anjo de Užupis, e o Novo Arsenal do Museu Nacional, a Torre de Gediminas, o Jardim dos Bernardinos, Santa Ana e o Anjo são todas paragens, tal como a Praça da Câmara, a rua Literatų, a catedral e o Palácio dos Grão-Duques da Lituânia. Em cada paragem resolves um enigma e descobres uma história, ao teu ritmo.
Em Vilnius há também uma visita a pé autoguiada e um escape game ao ar livre, para quem prefere outro formato.
Jogar a caça ao tesouro de Vilnius →
Faz a visita a pé autoguiada por Vilnius →
Jogar o escape game ao ar livre em Vilnius →
Factos verificados em outubro de 2026.
