
Entre a foz do rio Chicago e os museus no extremo sul do Grant Park, a margem do lago é uma cadeia de espaços públicos: uma ponte inaugurada por um presidente, dois parques construídos sobre linhas de comboio e parques de estacionamento, a fonte mais grandiosa da cidade e o sítio onde uma rainha desembarcou. Este guia percorre esses cinco lugares de norte para sul. Mostram como Chicago fez da sua margem um jardim à porta de casa, e os cinco são paragens da nossa caça ao tesouro.
A ponte Franklin Delano Roosevelt
A Lake Shore Drive atravessa a foz do rio Chicago numa ponte basculante de dois tabuleiros, construída a partir de 1929 como obra pública e aberta a 5 de outubro de 1937. Quando ficou pronta, foi apresentada como a ponte basculante mais comprida, mais larga e mais pesada do mundo. Durante muito tempo chamou-se Outer Drive Bridge ou Link Bridge, porque finalmente unia as metades norte e sul da avenida junto ao lago; em 1982, no centenário do seu nascimento, recebeu oficialmente o nome de Franklin D. Roosevelt.
O próprio Roosevelt veio inaugurá-la e aproveitou a ocasião para um dos discursos mais conhecidos da sua presidência. No chamado Discurso da Quarentena, alertou os americanos para o avanço da agressão no estrangeiro e sugeriu que as nações amantes da paz pusessem os agressores de quarentena. Na nossa caça ao tesouro, é a primeira paragem depois do Navy Pier.
- Os dois tabuleiros: os carros em cima e, ao lado, o caminho do lago para peões e ciclistas.
- A vista para oeste, rio acima até ao desfiladeiro de arranha-céus, e para leste sobre o lago e o Navy Pier.
Maggie Daley Park
O Maggie Daley Park abriu a 13 de dezembro de 2014 no canto nordeste do Grant Park, no lugar de um parque mais antigo, a Daley Bicentennial Plaza, que ficava por cima de uma garagem subterrânea; a garagem foi reconstruída ao mesmo tempo. Tem o nome de Maggie Daley, mulher do presidente da câmara Richard M. Daley, que fundou o programa After School Matters para adolescentes de Chicago e morreu em 2011. Os arquitetos paisagistas da Michael Van Valkenburgh Associates deram-lhe colinas suaves e uma série de zonas de jogo e desporto, e a ponte pedonal de Gehry liga-o ao Millennium Park. É uma paragem da nossa caça ao tesouro.
- O Skating Ribbon, um caminho em laço com cerca de um quarto de milha que serpenteia pelas colinas e, no inverno, serve de pista de patinagem no gelo.
- As paredes de escalada em forma de rochas e o Play Garden, uma grande zona de brincadeira para crianças.
- O Cancer Survivors Garden, no canto nordeste, mantido do parque antigo.
Millennium Park
O Millennium Park devia ter aberto para o ano 2000, daí o nome, mas só abriu a 16 de julho de 2004, com quatro anos de atraso. Foi construído sobre antigas linhas de comboio e parques de estacionamento, por isso todo o parque é na prática um telhado, e está entre os maiores telhados verdes do mundo. A arte e a arquitetura tornaram-no logo um favorito: uma escultura de aço polido, um palco de concertos ao ar livre, uma fonte com rostos gigantes e um jardim sossegado.
O Lurie Garden, de Gustafson Guthrie Nichol com o designer de jardins neerlandês Piet Oudolf, esconde-se atrás de sebes altas e está cheio de plantas perenes e gramíneas. No inverno, a McCormick Tribune Ice Rink, a primeira atração do parque, aberta em 2001, atrai patinadores para debaixo dos arranha-céus. O Millennium Park é uma das paragens da nossa caça ao tesouro.
- Cloud Gate, de Anish Kapoor, para todos o Feijão, cuja pele de aço inoxidável sem juntas reflete o skyline e as pessoas que passam por baixo.
- A Crown Fountain de Jaume Plensa: duas torres de tijolo de vidro que mostram em vídeo os rostos de quase mil habitantes de Chicago, que no verão franzem os lábios enquanto deles sai um jato de água.
- O Jay Pritzker Pavilion de Frank Gehry, com as suas fitas de aço enroladas e a treliça de tubos que leva o som por cima do relvado.
- O Millennium Monument na Wrigley Square, cópia quase em tamanho real de um semicírculo de colunas dóricas que esteve no Grant Park de 1917 a 1953.
Buckingham Fountain
A Buckingham Fountain, no centro do Grant Park, foi inaugurada a 26 de agosto de 1927. Foi uma oferta de Kate Sturges Buckingham em memória do irmão Clarence; desenhou-a o arquiteto Edward H. Bennett, e os cavalos-marinhos são do escultor francês Marcel Loyau. Bennett tomou como modelo a fonte de Latona, em Versalhes, e o resultado é uma das maiores fontes do mundo.
A fonte é de mármore rosa da Geórgia e representa o lago Michigan. Nos meses quentes há um espetáculo de água de hora a hora, e depois de escurecer junta-se-lhe luz e música. Apesar do nome, não tem nada a ver com o Palácio de Buckingham. É uma paragem da caça ao tesouro.
- Os quatro pares de cavalos-marinhos de bronze, que representam os quatro estados banhados pelo lago Michigan: Illinois, Wisconsin, Michigan e Indiana.
- O jato central, que sobe cerca de 150 pés durante o espetáculo principal.
- A vista do lado leste, com o lago nas costas e os arranha-céus a erguer-se para lá do parque.
Queen’s Landing
Mesmo em frente à Buckingham Fountain, do outro lado da Lake Shore Drive, um simples cais de betão recorda um dos grandes dias da cidade. A 6 de julho de 1959, a rainha Isabel II e o príncipe Filipe, em viagem pela recém-aberta via marítima do São Lourenço, ancoraram o iate real Britannia ao largo de Chicago e desembarcaram aqui numa lancha. Foi a primeira visita a Chicago de um monarca britânico reinante, e mais de um milhão de pessoas juntou-se à beira do lago para os ver.
A rainha fez um breve discurso à chegada e depois percorreu a cidade o resto do dia; desde então o lugar chama-se Queen’s Landing. Uma passadeira sobre a avenida liga-o à fonte. É uma paragem da nossa caça ao tesouro.
Como vê-los num só passeio
Começa na ponte Roosevelt, vindo do Navy Pier pelo caminho junto ao lago, e olha para o rio antes de seguires para sul. Deixa o lago e entra no Maggie Daley Park, atravessa a ponte de Gehry até ao Millennium Park e dá-te tempo à volta do Feijão, da Crown Fountain e do Lurie Garden. Depois desce para sul pelo Grant Park até à Buckingham Fountain, de preferência pouco antes de um espetáculo de água, e atravessa até ao Queen’s Landing para ver a fonte com os arranha-céus por trás. Dali, o caminho junto ao lago continua para sul até aos museus no fim do parque.
Descobre Chicago com a World City Trail
A nossa caça ao tesouro em Chicago transforma a margem do lago num jogo no teu telemóvel. O percurso liga 10 paragens, do Navy Pier ao Adler Planetarium, e os cinco lugares deste guia estão todos entre elas, tal como o Navy Pier, o Art Institute of Chicago, o Field Museum, o Shedd Aquarium e o Adler Planetarium. Em cada paragem resolves um enigma e ouves uma pequena história, ao teu ritmo.
Em Chicago há também uma visita a pé autoguiada e um escape game ao ar livre, para quem prefere outro formato.
Jogar a caça ao tesouro de Chicago →
Faz a visita a pé autoguiada por Chicago →
Jogar o escape game ao ar livre em Chicago →
Factos verificados em outubro de 2026.
